- O Exército dos EUA informou ter interceptado quatro drones e seis mísseis balísticos lançados pelo Irã em direção ao Estreito de Ormuz e ao Golfo, nesta sexta-feira.
- Um sétimo míssil não atingiu o alvo, conforme o Comando Central dos EUA (Centcom).
- Drones representavam ameaça ao tráfego marítimo regional; os EUA responderam atacando instalações de radar de vigilância costeira iranianas em Goruk e na Ilha de Qeshm.
- O Exército dos EUA negou danos ao quartel-general da 5ª Frota no Bahrein, alegação feita pelo Irã.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã ainda não fechou um acordo por orgulho e que o país está esgotando seu arsenal, estimando que cerca de 21% a 22% de seus mísseis permanecem.
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou, nesta sexta-feira, que interceptou drones e mísseis lançados pelo Irã em direção ao Estreito de Ormuz e a países do Golfo, durante o atual cessar-fogo. Quatro drones foram abatidos e seis mísseis balísticos, dirigidos ao Kuwait e ao Bahrein, foram neutralizados; um sétimo míssil não atingiu o alvo.
Segundo a nota do Centcom, os drones representavam ameaça ao tráfego marítimo regional, o que motivou a resposta americana. As ações de retaliação envolveram ataques a instalações de radar de vigilância costeira iranianas, em Goruk e na Ilha de Qeshm.
O Irã divulgou que o quartel-general da 5ª Frota dos EUA, no Bahrein, teria sofrido danos; o país não confirmou oficialmente as informações. O EUA negou tais alegações, reiterando que seus comandos não registraram danos no local.
Resposta dos EUA e contexto
As operações de retaliação visaram sistemas de radar costeiro, segundo o Centcom. A nota acrescenta que a intervenção ocorreu no contexto de ataques anteriores e da necessidade de proteger o tráfego marítimo na região.
O governo americano também ponderou, de forma indireta, que o Irã ainda dispõe de mísseis e drones limitados, e que o regime não teria concluído um acordo por orgulho, conforme avaliação citada pelo presidente em entrevista à imprensa internacional.
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