- Entrou em vigor nesta sexta-feira, dia 5, a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas do Brasil como organizações terroristas.
- A medida pode aumentar custos para empresas brasileiras, impactar turismo, investimentos, comércio exterior e o sistema financeiro, segundo o governo do Brasil.
- O Planalto criticou a decisão, dizendo que ela facilita interferência de Washington em assuntos internos sob o pretexto de combate ao terrorismo.
- O governo dos EUA já designou cartéis e organizações de outros países como terroristas e criou a coalizão Escudo das Américas para enfrentar o narcotráfico e reduzir influência de adversários como China e Rússia.
- Sobre tarifas, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA recomendou taxar importações do Brasil em 25%, citando práticas desleais, e o Pix foi alvo de críticas; em seguida, também foi anunciada a intenção de taxar 60 países, com tarifas de 10% a 12,5%.
Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas do Brasil como organizações terroristas. A medida, anunciada no dia 28 de maio, pode trazer consequências econômicas e geopolíticas para o Brasil, segundo autoridades brasileiras.
O Palácio do Planalto critica a classificação, afirmando que ela abre espaço para interferência de Washington em assuntos internos sob o pretexto de combate ao terrorismo. O governo brasileiro sustenta que cooperação internacional deve respeitar a soberania dos Estados.
Reação do governo brasileiro
O Planalto aponta riscos para a economia nacional, citando impactos em turismo, investimentos, comércio exterior e no sistema financeiro. A avaliação é de que a medida pode aumentar custos para empresas, incluindo setores estratégicos.
Nos EUA, a administração tem utilizado a designação de grupos criminosos como parte de uma estratégia mais ampla, que inclui alianças regionais para enfrentar o narcotráfico. A coalizão Escudo das Américas reúne países alinhados aos Estados Unidos para combater ilícitos, segundo autoridades americanas.
Medidas e desdobramentos econômicos
Quatro dias após a classificação, houve recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA para que a Casa Branca imponha tarifas de 25% sobre importações brasileiras por alegadas práticas desleais. Analistas veem peso potencial sobre empresas de pagamento e tecnologia no Brasil.
A avaliação também aponta críticas a serviços de pagamento brasileiros, citando impactos potenciais sobre empresas internacionais como Visa, Mastercard e anunciando possíveis pressões sobre o Pix. As medidas de natureza tarifária ampliaram a tensão entre as duas economias.
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