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Fundo de Florestas de Lula chega a US$ 6,8 bi com aporte de Luxemburgo

Luxemburgo formaliza aporte de 50 milhões de euros ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, elevando o total para US$ 6,8 bilhões e Meta de US$ 10 bilhões até dezembro para iniciar operações

O presidente Lula em discurso no lançamento do TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre), principal iniciativa do Brasil na COP30; ao seu lado direito, a primeira-dama Janja Lula da Silva
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  • Luxemburgo confirmou adesão ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, com aporte de R$ 285 milhões (50 milhões de euros) entre 2026 e 2030, elevando o total para US$ 6,8 bilhões.
  • O país será a sede oficial do braço de investimentos do projeto, o TFIF (Fundo de Investimento para Florestas Tropicais).
  • O TFFF prevê repasses de até US$ 4 bilhões por hectare preservado, com monitoramento por satélite e apoio de bancos, organizações internacionais, sociedade civil, povos indígenas e comunidades locais.
  • Para iniciar operações, é necessário acumular US$ 10 bilhões em capital; meta a ser atingida até 31 de dezembro deste ano.
  • A visão de longo prazo é um ecossistema de US$ 125 bilhões, com US$ 25 bilhões de governos e US$ 100 bilhões captados junto ao setor privado internacional.

O governo de Luxemburgo formalizou sua adesão ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), elevando o aporte até US$ 6,8 bilhões. Luxemburgo confirmou um investimento de 50 milhões de euros por ano, entre 2026 e 2030, somando ao aporte existente. O montante total já inclui a contrapartida de doações contínuas de longo prazo.

O anúncio ocorreu no encerramento dos International Climate Finance Days, em Luxemburgo. O chanceler brasileiro Mauro Vieira participou do ato e confirmou que Luxemburgo sediará o braço de investimentos do projeto, chamado TFIF (Fundo de Investimento para Florestas Tropicais).

Sede e funcionamento do TFIF

O TFFF foi criado para remunerar países que mantêm florestas tropicais em pé. O modelo prevê repasses anuais que podem chegar a US$ 4 bilhões por hectare preservado, com base em monitoramento por satélite. A iniciativa conta com apoio do Banco Mundial, de organizações internacionais e de comunidades locais.

Para iniciar operações, o fundo precisa de US$ 10 bilhões em capital, meta que o governo brasileiro espera alcançar até 31 de dezembro deste ano. O TFFF foi lançado oficialmente na COP30, com participação de países como Noruega e Alemanha, segundo a estrutura de apoio já anunciada.

Estrutura e metas de longo prazo

Luxemburgo, como sede jurídica, terá a função de gerenciar, auditar e distribuir recursos, assegurando a segurança jurídica exigida pelos investidores privados. O país também adotará um modelo de devolução anual de impostos sobre os rendimentos do fundo, reinvestindo-os na própria estrutura.

A meta de longo prazo é estruturar um ecossistema de US$ 125 bilhões, sendo US$ 25 bilhões de governos e US$ 100 bilhões captados junto ao setor privado internacional. A engenharia financeira busca acelerar o gatilho de operação plena.

Conteúdo e impactos do TFFF

O TFFF remunera países em desenvolvimento que comprovem preservação de suas coberturas vegetais, com ênfase na participação de comunidades tradicionais. Estão previstas regras para que pelo menos 20% de todos os pagamentos cheguem a povos indígenas e comunidades locais, conforme diretrizes iniciais.

O projeto, idealizado pelo Brasil e apresentado na COP30, busca transformar a resposta climática em investimento de valor. A iniciativa é apresentada como instrumento para financiar a conservação de florestas tropicais em escala internacional, com atuação marcada pela cooperação entre governos, sociedade civil e comunidades locais.

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