- Alegação de Mohamad Faridi: 50 mil dos 75 mil templos muçulmanos no Irã teriam fechados nos últimos anos por falta de frequentadores, conforme entrevista.
- O líder cristão afirma que “o Islã está morrendo” no Irã, em contexto de rejeição ao regime islâmico.
- Durante protestos em janeiro, iranianos queimaram mesquitas e afirmaram publicamente sua rejeição à ideologia do governo.
- Observadores apontam crescimento da igreja clandestina no Irã, com estimativas de até um milhão de cristãos secretos; muitos convertem por sonhos, visões ou encontros com Jesus.
- A perseguição aos cristãos continua: Irã ocupa a décima posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, com igrejas secretas em expansão.
Uma onda de mudanças religiosas vem ganhando atenção no Irã. De acordo com Mohamad Faridi, líder do Iranian Christians International, 50 mil mesquitas deixaram de funcionar nos últimos anos, em meio a uma queda de frequentadores. A situação sinaliza deslocamento do Islã para outras crenças no país.
Faridi afirma que o Islã está em declínio no Irã, diante de críticas ao regime islâmico e à repressão associada a décadas de poder. A fala foi dada em entrevista ao canal de YouTube No Longer Nomads, segundo informações do grupo cristão.
Durante protestos de janeiro contra o governo, iranianos teriam queimado mesquitas e expressado rejeição à ideologia oficial, conforme o relato. O desempenho da fé muçulmana parece refletir uma busca por respostas espirituais alternativas.
Fome espiritual
Apesar da queda de adesão ao Islamismo, a procura por espiritualidade permanece elevada entre os iranianos. Muitos convertidos relatam encontro com Jesus e assumem a fé em meio a riscos no país.
Relatos indicam que conversões ocorrem após sonhos, visões e experiências associadas a Jesus, antes de qualquer apresentação direto do Evangelho. Convertidos recorrem a Bíblias digitais, sermões online e igrejas domésticas secretas.
O grupo Iranian Christians International atua na assistência à igreja clandestina iraniana, além de evangelizar no mundo muçulmano. A atuação visa apoiar discipulado e continuidade da fé sob restrições legais.
Igreja clandestina
Estima-se que haja até um milhão de cristãos secretos no Irã, entre membros que buscam manter a fé mesmo diante de perseguição. Hormoz Shariat, fundador do Iran Alive, destaca a coragem dos fiéis.
Segundo ele, muitos iranianos enxergam a transformação como possibilidade de mudança no futuro da nação. Shariat ressalta fé forte e desejo por liberdade religiosa entre os convertidos.
O Irã é um país com maioria muçulmana e enfrenta restrições rígidas a igrejas, Bíblias e atividades de evangelismo. Líderes religiosos e cristãos convertidos podem enfrentar prisão e tortura conforme a lei islâmica.
Mesmo diante da repressão, organizações que monitoram perseguição religiosa apontam o crescimento da igreja subterrânea no Irã. O país ocupa a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, publicada pela Portas Abertas.
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