- O chefe de Defesa do Reino Unido disse que este é o período mais perigoso que ele conhece, com riscos maiores do que desde a Guerra Fria.
- Nos primeiros cinco meses deste ano, houve tantas incursões de aeronaves estratégicas russas no espaço aéreo britânico quanto em todo o ano de 2025.
- Knighton afirmou que a Revisão Estratégica de Defesa de 2024 foi um chamado à ação, e que o país precisa se preparar para guerras mais longas, como a da Ucrânia.
- O Plano de Investimento em Defesa, que detalhará financiamento para equipamentos e infraestrutura na próxima década, deve ser publicado em breve, antes de cúpula da Otan em 7 de julho.
- O ministro da Defesa, John Healey, diz que o governo pretende aumentar e acelerar os gastos com defesa; o alvoroço envolve drones e sistemas autônomos que devem ganhar importância no futuro do combate, com ameaças que vão desde defesa tradicional até ciberataques e assassinatos.
O chefe do Estado-Maior de Defesa britânico afirmou que o Reino Unido atravessa o período mais perigoso desde a Guerra Fria. Sir Richard Knighton deu a declaração em entrevista à BBC Radio 4, hoje.
Segundo Knighton, o país enfrenta mais incursões de aeronaves estratégicas russas em cinco meses do que em todo o ano de 2025, levantando o risco de uma linha ser atravessada. O alerta foi feito em meio a debates sobre capacidades nacionais.
O general destacou a necessidade de preparação para guerras mais longas, como a ocorrida na Ucrânia, em vez de apenas conflitos curtos. Ele ressaltou que drones e sistemas autônomos ganharão importância no futuro do confronto.
Knighton mencionou ainda que a Defesa não pode depender apenas de estratégias antigas. A expectativa é que o Plano de Investimento em Defesa seja divulgado nas próximas semanas, com financiamento para equipamento e infraestrutura ao longo da próxima década.
Defesa e financiamento: o ministro John Healey afirmou que o governo pretende publicar o plano antes de uma cúpula da Otan marcada para 7 de julho. O objetivo é detalhar recursos para ampliar capacidades nacionais.
O chefe das Forças também indicou que o governo está ciente das ameaças e que os encargos de defesa devem aumentar, com decisões difíceis de orçamento. A avaliação pública atual aponta maior pressão sobre as defesas.
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