- Irã e Hezbollah rejeitaram o cessar-fogo negociado entre Israel e o Líbano, e Israel retomou ataques no sul do Líbano.
- A suspensão de ataques, acordada em Washington entre Israel, Líbano e Estados Unidos, não ocorreu porque o Hezbollah não aceitou a proposta.
- O chefe do Hezbollah declarou que aceitar o acordo seria uma rendição, levando à rejeição pública da proposta.
- O presidente dos Estados Unidos anunciou novas sanções ao Irã, com pelo menos 22 alvos.
- Analista salientou que, sem um cessar-fogo entre Israel e o Líbano, é improvável que o Irã feche acordo com os EUA; o Irã utiliza o Hezbollah como proxy para seus ataques.
O Irã e o grupo Hezbollah rejeitaram a proposta de cessar-fogo negociada entre Israel e o Líbano. Com isso, o Exército israelense retomou ataques na região sul do Líbano, reduto dos militantes.
A ofensiva ocorreu poucas horas após uma reunião em Washington entre representantes de Israel, Líbano e Estados Unidos. O acordo tinha estabelecido a suspensão de ataques caso Hezbollah deixasse a faixa de fronteira com Israel.
Durante a reunião, o chefe do Hezbollah afirmou, em pronunciamento televisivo, que a proposta equivaleria a uma rendição, o que levou à rejeição formal do cessar-fogo.
Em paralelo, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou sanções adicionais contra o Irã, com pelo menos 22 alvos a serem sancionados pela administração.
Especialista ouvido pelo Conexão Record News avaliou que a relação entre Irã e EUA está extremamente complexa. Segundo ele, o Irã condiciona um acordo com Washington à manutenção de um cessar-fogo entre Israel e o Líbano.
O analista argumentou que o Irã utiliza o Hezbollah como instrumento para seus objetivos, o que dificulta a possibilidade de acordo com os norte-americanos no curto prazo. O cenário aponta para desafios persistentes nos próximos dias.
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