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Crueldade contra animais choca palestinos na Cisjordânia

Cadela pastor belga malinois é espancada por colono na Cisjordânia; vídeo evidencia violência repetida contra palestinos e seus animais perto de posto ilegal

Dois homens de costas, um com camiseta preta e outro amarela, observam um cachorro sentado na laje de um prédio em construção com paredes de blocos brancos. Vegetação e céu claro ao fundo.
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  • Um vídeo mostra um colono espancando a cadela Lucy, uma pastor belga malinois de um ano e meio, com dois cassetetes na cabeça, em Atara, Cisjordânia.
  • O animal estava preso a uma oliveira, em meio ao calor, enquanto moradores descrevem ataques de colonos a plantações, animais e casas da família Abu Rejalah, que vive na região.
  • Em fevereiro, dois filhos da família foram detidos por militares; eles teriam sido espancados, mantidos cinco dias em prisão e soltos sem acusação.
  • Lucy sobreviveu, mas teve crânio fraturado em dois lugares e perdeu a visão do olho esquerdo; o tratamento é pago por um grupo de resgate animal.
  • Autoridades israelenses dizem que o posto avançado é ilegal e que investigam o caso; moradores temem novas agressões.

Um vídeo amplamente divulgado mostra um colono atacando com dois cassetetes uma cadela pastor belga malinois chamada Lucy, de cerca de um ano e meio. O ataque ocorreu em Atara, vilarejo na Cisjordânia, durante uma tarde de calor, com a cadela presa a uma oliveira por uma corrente.

Segundo a família palestina Abu Rejalah, que vive na área, o agressor circulou pela propriedade do grupo familiar, acompanhado de dois cães brancos. O animal foi golpeado repetidas vezes na cabeça, enquanto Lucy lutava para se afastar. O episódio foi registrado por câmeras de segurança da casa.

Lucy sobreviveu ao ataque, mas sofreu fraturas cranianas em dois pontos e perdeu a visão do olho esquerdo. Um veterinário de Rama, no norte de Israel, informou que o tratamento é custeado por um grupo de resgate animal israelense. O quadro exige acompanhamento médico.

O episódio coincide com tensões na região em torno do posto avançado ilegal de Kfar Tarfon, a cerca de 1,2 km da casa da família, instalado no verão passado. Moradores relatam assédio de colonos contra palestinos e danos a plantações, oliveiras e moradias.

Entre 9 e 14 de janeiro, dois filhos da família Abu Rejalah foram detidos por soldados israelenses, espancados e liberados sem acusações formais. A polícia israelense confirmou a detenção após relatos de pedras lançadas, mas não informou sobre agressões aos palestinos.

A polícia israelense disse que tomou conhecimento do ataque apenas após a viralização do vídeo. A investigação está em andamento. O Exército descreveu Kfar Tarfon como posto avançado considerado ilegal e indicou que pode ser desocupado.

Familiares afirmam temer represálias dos colonos após tornarem o caso público. Hassan Abu Rejalah e outros membros da família destacam a surpresa diante do episódio, que classificam como diferente das violências habituais na região.

Autoridades israelenses e palestinas relataram tratativas para garantir a segurança local. A família demonstra preocupação com novas ações de colonos perto da residência em construção, que segue sendo alvo de disputas de terras e recursos.

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