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Kuwait condena ataques do Irã e Irã acusa EUA de violar cessar-fogo

Kuwait condena ataques do Irã contra Kuwait e Bahrein, alerta para escalada perigosa e ameaça à vida de cidadãos, enquanto negociações com os EUA permanecem frágeis

Trump conversa com jornalistas a bordo do Air Force One durante voo para Wisconsin.
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  • Kuwait condena ataques do Irã contra seu território e o Bahrein, dizendo que violam a soberania e representam escalada perigosa.
  • Ataques iranianos foram em retaliação a ofensiva dos Estados Unidos, mirando a base aérea Ali Al-Salem, no Kuwait, e o quartel-general da Quinta Frota, no Bahrein.
  • Segundo o Comando Central dos EUA, sete mísseis foram disparados, seis foram interceptados e um não atingiu o alvo; também houve ataques a radares de Goruk e Qeshm e drones em direção ao estreito de Ormuz.
  • As negociações de paz continuam estagnadas; Teerã pede o desbloqueio de US$ 24 bilhões em ativos no exterior, além do fim do conflito entre Israel e Hezbollah como condição para um acordo.
  • Em entrevista à NBC, o presidente Donald Trump informou que restam cerca de 21% a 22% do arsenal de mísseis iranianos.

O Kuwait condenou neste sábado ataques iranianos contra o seu território e o Bahrein, chamando a ofensiva de escalada perigosa que ameaça a vida de cidadãos e residentes. O Ministério das Relações Exteriores classificou as ações como violação flagrante da soberania nacional.

Os ataques foram apresentados como retaliação a ações dos EUA e dificultam as negociações de paz entre Irã e Estados Unidos. A trégua entre os dois países, vigente desde 17 de abril, foi denunciada como desrespeitada pelos envolvidos.

Segundo a Guarda Revolucionária, seis dos sete mísseis lançados atingiram o alvo, que seria a base aérea Ali Al-Salem, no Kuwait, onde ficam aeronaves americanas, e o quartel-general da Quinta Frota no Bahrein. O Centcom confirmou os seis mísseis interceptados e informou que um não atingiu o alvo.

As forças americanas também atacaram instalações de radar de vigilância costeira em Goruk e na ilha de Qeshm, sob o argumento de defesa. Drones iranianos teriam sido lançados em direção ao estreito de Ormuz, considerado uma ameaça ao tráfego marítimo.

Na sequência, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou à NBC que o Irã ainda possui cerca de 21% a 22% de seus mísseis, e que uma parte restante de drones continua disponível. O líder americano ressaltou que o Irã não tem opção senão buscar um acordo, sem entrar em detalhes sobre a viabilidade de futuros cessar-fogos.

Negociações

Em meio ao impasse, Mohsen Rezaï, conselheiro militar do líder iraniano, disse à CNN que as negociações estão paralisadas e pediu a Trump o desbloqueio de US$ 24 bilhões em ativos iranianos no exterior. A liberação seria apresentada como teste de confiança para avançar.

Teerã também condiciona qualquer acordo à suspensão do conflito entre Israel e o Hezbollah no território libanês. O Hezbollah, por sua vez, rejeitou o novo cessar-fogo, que não frustrou ataques no Líbano. O Exército libanês confirmou a morte de três militares em ataque israelense no sul do país. O presidente do Líbano pediu que o Irã se mantenha à distância de seus assuntos internos.

O conflito permanece sem definição de desfecho, com ações militares em curso na região e declarações contraditórias entre as partes envolvidas.

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