- O Papa Leo XIV iniciou a visita oficial à Espanha elogiando a oposição do governo a guerras e o apoio a migrantes.
- Em Madrid, ele foi recebido pelo rei Felipe VI e pela rainha Letizia, ressaltando o compromisso da Espanha com a paz e a solidariedade entre povos.
- Durante a visita de sete dias, o Papa encontrará vítimas de abuso sexual na Igreja e grupos que ajudam migrantes.
- Em março, governo de Pedro Sánchez e a Igreja assinaram acordo para indenizar vítimas; estudo de 2023 aponta que 1,1% da população sofreu abuso, cerca de 440 mil pessoas, dados contestados pela Igreja.
- Na Canárias, o Papa e Sánchez vão homenagear milhares de migrantes que morreram tentando chegar à Europa; estimativas indicam quase nove mil mortes.
Pope Leo XIV iniciou oficialmente a visita de sete dias à Espanha com elogios ao governo pela oposição a guerras e pelo apoio a migrantes. Em Madrid, diante do rei Felipe VI e da rainha Letizia, o pontífice destacou o compromisso ativo da Espanha com a paz e a solidariedade entre povos.
O Papa recebeu o reconhecimento pela adesão à lei internacional e ao multilateralismo, palavras usadas para descrever a posição do governo espanhol em relação a conflitos, incluindo as posições do primeiro-ministro Pedro Sánchez sobre o Irã e a situação em Gaza. O encontro ocorreu no Palácio Real, em um contexto de receptividade pública.
Leo XIV reiterou, em entrevista a repórteres antes do desembarque, que os abusos sexuais dentro da Igreja permanecem uma ferida aberta para a instituição. A declaração ocorre no início de uma visita marcada por encontros com vítimas e grupos que apoiam migrantes.
Visita e compromissos
Durante a semana, o Papa também se reunirá com vítimas de abusos e com organizações de apoio a migrantes, ampliando o eixo de temas sociais da viagem. A agenda inclui visitas a diferentes comunidades afetadas e encontros com autoridades locais.
Abusos e acordo institucional
Em março, o governo Sánchez e a Igreja assinaram acordo para compensar vítimas, após críticas sobre a forma de lidar com o tema. Um estudo de 2023 indicou que 1,1% da população sofreu abusos envolvendo clero ou pessoas ligadas à Igreja, estimando cerca de 440 mil casos.
Migração e políticas públicas
Nos Canárias, o Papa participa de uma homenagem a milhares de migrantes que perderam a vida ao buscar chegar à Europa. Dados de 2024 apontam quase 47 mil chegadas à região, com estimativa de mais de 9 mil mortes segundo a Caminando Fronteras.
Contexto institucional
A política migratória espanhola, sob governo de esquerda, contrasta com grande parte da Europa e prevê caminhos legais para centenas de milhares de migrantes sem documentação, com integração formal no mercado de trabalho.
Encerramento da agenda esportiva
Em tom bem-humorado, o Papa evitou favorecer times de futebol, mantendo postura diplomática ao ser questionado sobre Barcelona ou Real Madrid. O líder religioso respondeu de forma polida, mencionando apenas o apoio a todas as equipes.
Entre na conversa da comunidade