- Chutou, um border collie com mais de 1,5 milhão de seguidores, foi roubado em Henan, na China, em maio, enquanto o tutor Guo estava viajando.
- O animal foi levado por um casal em uma scooter elétrica, mesmo usando coleira e rastreador, e desapareceu à beira da estrada.
- Guo interrompeu a viagem, voltou ao país e, durante dias, investigou, bateu em portas e revisou imagens de vigilância para localizar os responsáveis.
- Três dias após o roubo, o cão foi vendido por 180 yuans a um restaurante de carne de cachorro, que o abatou para consumo; os ladrões tentaram justificar dizendo que era um cão de rua.
- A China não possui lei nacional específica de proteção animal; cães e gatos são considerados propriedade, e apenas disputas civis costumam resolver danos, embora haja avanços legais e cidades que já proibiram o consumo de carne de cachorro e gato.
Chutou, um border collie que ganhou grande notoriedade nas redes com seu tutor na China, foi roubado e morto para consumo em um restaurante de carne de cachorro na província de Henan. O crime ocorreu em maio, durante viagem do tutor ao exterior, sem que ele soubesse na ocasião.
O animal ficava sob os cuidados dos pais do tutor em momento do ocorrido. Imagens de câmeras de segurança mostram um casal em scooter elétrica levando o cão à força, mesmo com a coleira e rastreador. Guo só tomou conhecimento do sumiço ao retornar à China.
Guo interrompeu a viagem e iniciou uma busca que envolveu vilarejos, análise de imagens e visitas a moradores até localizar o responsável pelo cão. O comerciante que comprou o cachorro revelou que não havia restado nada, pois tudo já havia sido vendido ou descartado.
Segundo a polícia, três dias após o roubo, o border collie foi adquirido por um restaurante de carne de cachorro, que o abatou para consumo. Os ladrões tentaram justificar o ato como engano, porém as imagens de vigilância contradizem a versão.
A história ganha contorno em meio ao crescimento do mercado de pets na China, onde cães e gatos são vistos cada vez mais como companheiros. Ainda assim, não há lei nacional de proteção, e a tutela jurídica tende a tratar animais como propriedade.
Contexto Legal e Repercussão
Em 2020, o Ministério da Agricultura retirou cães da lista de animais de criação, reforçando o relacionamento afetivo com eles. Cidades como Shenzhen e Xangai já proibiram o consumo de carne de cachorro e gato. A prática persiste em áreas rurais.
A imprensa aponta que o enfrentamento à criminalização do comércio de carne de cachorro varia conforme a região. Casos como o de Henan evidenciam falhas de fiscalização e a necessidade de avanços legais para proteção de animais domésticos.
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