- O jornal alemão Die Welt informou que os EUA entregaram a aliados da Otan uma lista com onze itens de redução de sistemas de armas que manterão fora da aliança “o mais rápido possível”.
- A medida envolve menos aeronaves-tanque antigas, cortes nos caças, redução expressiva de drones e retirada de diversos navios de guerra da presença da Otan.
- O objetivo é recalibrar o chamado modelo de forças da Otan, que define as forças mobilizáveis rapidamente em frente de batalha.
- A Alemanha reagiu com cautela; militares destacaram que planos de defesa e forças da Otan são confidenciais e que números e detalhes devem ser discutidos dentro da Otan.
- A cúpula da Otan, em julho na Turquia, deve tratar principalmente da redução do compromisso americano, com o presidente Donald Trump devendo participar e afirmar que a aliança precisa de mudanças profundas.
Os EUA pretendem retirar 11 itens de armas da Otan, segundo o jornal alemão Die Welt. A lista foi entregue a representantes da aliança em Bruxelas, com o objetivo de reduzir o que pode ser disponibilizado rapidamente. A divulgação ocorre pouco antes da cúpula da Otan na Turquia, em 7 de julho.
A reportagem afirma que Washington planeja reduzir aeronaves-tanque antigas e retirar modelos mais modernos da aliança. Também haveria queda no número de caças e de drones, além de mudanças significativas na frota naval, com menos esquadrões de cruzadores e destroyers.
O documento é visto como um aviso aos países europeus sobre o que pode faltar em prazos curtos. Analistas destacam que o tempo de adaptação é tão crucial quanto o tamanho das reduções, que podem ocorrer ao longo de meses ou anos.
O governo alemão respondeu com cautela, destacando que planos de defesa e forças da Otan são confidenciais. O porta-voz do Ministério da Defesa ressaltou que detalhes específicos não podem ser confirmados, por se tratar de informações classificadas.
Especialistas alemães mantêm cautela quanto aos impactos práticos. Um parlamentar do SPD ressaltou que o tempo para adaptação é determinante, não apenas o tamanho das reduções.
A cúpula da Otan na Turquia será encarada como palco para discutir o futuro da presença militar dos EUA na aliança. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, indicou que a reunião será uma das mais importantes da história da Otan, citando a necessidade de mudanças profundas.
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