- A guerra no Irã elevou em cem bilhões de dólares os custos de combustível das companhias aéreas neste ano.
- O fechamento do Estreito de Hormuz, em fevereiro, fez os preços de aviação aumentarem, com expectativa de queda no fim do ano, mas com alta média de setenta por cento neste ano.
- Os lucros líquidos combinados devem cair pela metade, de quarenta e três bilhões de dólares em dois mil e vinte e cinco para vinte e três bilhões neste ano, com a margem caindo de quatro vírgula dois por cento para dois por cento.
- Aviões mais antigos, com idade média acima de quinze anos, contribuíram para cerca de onze bilhões de dólares extras em combustível em dois mil e vinte e cinco, em meio a uma carteira de pedidos pendentes de dezoito mil aeronaves.
- A demanda por viagens permanece relativamente forte, apesar de reajustes de preço; o Brent chegou a trezentos dólares em cento e vinte dólares por barril durante o conflito, recuando para noventa e três dólares.
A indústria aérea enfrenta um impacto financeiro significativo em 2026, com um peso adicional de US$ 100 bilhões em combustível. O aumento está ligado à guerra no Irã e ao fechamento do Estreito de Hormuz, que interrompeu uma rota estratégica para o petróleo. A previsão é de que os custos continuem elevados mesmo com a possível queda de preços no fim do ano.
Segundo a Iata, os lucros líquidos da indústria devem cair pela metade em relação a 2025, passando de US$ 43 bilhões para US$ 23 bilhões. A margem média deve recuar de 4,2% para 2%, refletindo menor rentabilidade sob pressão de custos.
Fatores que elevam os custos
A agência aponta que aviões mais antigos e menos eficientes elevam o gasto com combustível em até US$ 11 bilhões em 2025. A média de idade mundial das frotas já supera 15 anos, em meio a um estoque de pedidos pendentes de 18 mil aeronaves.
A volatilidade do petróleo também pesa. O Brent atingiu picos próximos a US$ 120 o barril durante o conflito, antes de recuar para cerca de US$ 93. Como consequência, as companhias enfrentam maior custo de operação e taxas de leasing.
Desdobramentos para o setor
A Spirit Airlines, nos EUA, entrou em falência parcial em 2026, encerrando atividades, sinalizando vulnerabilidade de players com balanços ainda frágeis. Executivos de companhias aéreas destacam a necessidade de motores mais duráveis e de maior eficiência para reduzir custos.
Durante a reunião anual da Iata no Rio de Janeiro, dirigentes enfatizaram a demanda ainda resistente, apesar de reajustes de passagem para cobrir custos mais altos. A Iata espera que voar com aeronaves mais eficientes reduza parte do impacto no longo prazo.
Percepção dos passageiros e cenário atual
Dados da Iata indicam que 86% dos passageiros acreditam que tarifas devem acompanhar o preço do petróleo, e 49% pretendem gastar mais com viagens neste ano. O setor busca equilíbrio entre demanda estável e custos elevados de combustível.
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