- No centro histórico da Cidade do México, o Zócalo está fechado e cercado pela polícia para evitar que professores em greve há quinze dias acampem no local.
- A linha dois do metrô, com a estação Zócalo, ficou fechada, oficialmente por obras de melhoria, enquanto Belas Artes recebe grande fluxo de pessoas com entradas lotadas.
- Jornais locais descrevem a cidade como “colapsada” pelo aspecto de transporte e pelo tumulto na região central.
- Em frente ao Museu de Belas Artes, há grande movimento de venda e troca de figurinhas da Copa, com pacotes a 25 pesos e figuras entre 20 e 30 pesos; itens especiais incluem Mbappé dourado por 1.000 pesos.
- Um representante dos professores, que está acampado desde o início do mês, diz que agricultores devem bloquear o estádio Azteca com tratores se o governo não atender às demandas.
O centro histórico da Cidade do México vive momento de tensão: o Zócalo, sede do Palácio do Governo e da Fan Fest, está fechado e cercado por ares de protesto. Professores de todo o país, em greve há 15 dias, pressionam o governo da presidenta Claudia Sheinbaum a cumprir promessas de campanha.
Um grande cerco policial envolve a área central. Quadras inteiras são bloqueadas, com passagem permitida apenas uma a uma, para evitar acampamentos adicionais. A linha 2 do metrô, que atende a estação Zócalo, permaneceu fechada no domingo por obras oficiais, segundo a administração. Na região, a movimentação de passageiros se concentra na linha Belas Artes, com grande fluxo pela mesma boca de acesso.
Na frente do Museu de Belas Artes, outra realidade se destaca. Centenas de pessoas participam de um movimentado mercado de figurinhas da Copa. Grupos inteiros trocam itens, vendem pacotinhos por cerca de 25 pesos e figurinhas brilhantes entre 20 e 30 pesos cada. Há modelos plastificados e versões ampliadas, com itens especiais de a título de exemplo.
Os preços variam bastante: figurinhas especiais de atletas aparecem entre 1000 pesos, equivalente a quase 300 reais, dependendo da edição. O interesse é forte entre torcedores, com camisas de seleção e de clubes presentes entre os compradores. Um vendedor local comenta que o pais inteiro respira futebol neste momento.
Entre as barracas, a presença de figuras ligadas à Copa contrasta com o movimento de greve. Um representante do corpo docente que participa do acampamento desde o início do mês afirma que o bloqueio de acessos pode se intensificar caso o governo não atenda às reivindicações, incluindo a mobilização de agricultores que planejam chegar nas próximas semanas para reforçar a pressão.
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