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Sobreviventes de abuso por Al Fayed pedem investigação de tráfico humano

Sobreviventes de abusos por Mohamed Al Fayed pedem investigação de tráfico para revelar a rede de facilitadores e ampliar a apuração

More than 400 allegations of sexual misconduct have been made against Fayed for the period between 1977 and 2014.
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  • Survivors de abusos supostamente cometidos por Mohamed Al Fayed pedem que a investigação vá além de abusos sexuais e foque em tráfico de pessoas.
  • O grupo No One Above (NOA) afirma que sem uma investigação de tráfico a verdadeira abrangência da rede de colaboradores pode não ser revelada.
  • Até 421 pessoas teriam relatado abusos ocorridos no Harrods, Ritz de Paris, Fulham Football Club e outros imóveis de Al Fayed, entre 1977 e 2014; ele morreu em 2023 aos 94 anos sem ser acusado.
  • A Polícia Metropolitana já ouviu 155 vítimas sob cautela nos últimos 18 meses; NOA quer que a Agência Nacional de Crimes (National Crime Agency) crie uma equipe de investigação conjunta para cooperação internacional.
  • Parlamentares e autoridades vêm observando a condução das investigações, com críticas públicas a prejuízos de casos antigos e atuais; a imprensa destacou relatos de trafo e coerção envolvendo funcionários e terceiros de confiança de Al Fayed.

Survivors of abuse atribuída a Mohamed Al Fayed pedem a abertura de uma investigação completa sobre tráfico sexual, alegando que sem isso a verdadeira dimensão da rede do empresário permanecerá ocultada. O grupo No One Above (NOA) entende que o foco deve ser o tráfico.

A NOA afirma que mais de 400 acusações de conduta sexual ocorreram entre 1977 e 2014, envolvendo Harrods, Ritz Paris, Fulham FC e outros bens de Al Fayed. O empresário morreu em 2023, aos 94 anos, sem enfrentar acusações.

Representantes jurídicos do grupo Justice for Fayed and Harrods Survivors dizem que 421 pessoas relataram abusos, ampliando o cenário para além de Londres, Paris e propriedades ligadas ao bilionário. A polícia britânica investiga 155 vítimas que contataram a force.

A mudança de foco solicitada

NOA sustenta que a investigação da Polícia Metropolitana (Met) deve priorizar o tráfico, para capturar uma rede internacional que supostamente facilitava os abusos, com cooperação de autoridades estrangeiras.

Os defensores também pedem a criação de uma equipe de investigação conjunta (JIT) com a Agência Nacional de Crimes, para acompanhar o inquérito e permitir participação de investigadores de outros países.

Em maio, houve questionamentos de parlamentares sobre a condução das denúncias anteriores e atuais. O grupo coalhado de sobreviventes afirma que a demora pode permitir que cúmplices escapem da Justiça.

Depoimentos e contexto

Justine, que trabalhou na Harrods nos anos 90, descreve o abuso como parte de um padrão de seleção, isolamento, grooming e coerção, com seguranças acompanhando as vítimas no piso de vendas.

Ela afirma que mulheres eram pressionadas a não denunciar, sob ameaças de danos ou de desfeita pública, com rastreamento e vigilância constantes.

Justine reforça que a investigação deve visar uma operação de tráfico com muitos facilitadores, incluindo funcionários de segurança, RH e bancos que autorizavam grandes somas, além de operadores de aeroportos privados.

O Met informou que já ouviu quatro suspeitos sob cautela nos últimos 18 meses, enquanto a Independent Office for Police Conduct investiga o modo como as acusações foram tratadas. A polícia afirma manter vítimas no centro das ações.

O que está em jogo

O grupo argumenta que apenas uma investigação centrada no tráfico revelaria a extensão do esquema, permitindo cooperação internacional e maior alcance da responsabilização. A Polícia Metropolitana reiterou que o inquérito continua em andamento.

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