- Xi Jinping viaja para Pyongyang em viagem de dois dias para se reunir com Kim Jong-un, buscando revitalizar a relação com a Coreia do Norte.
- A relação entre China e Coreia do Norte ficou abalada pela queda no comércio durante a pandemia de Covid-19.
- A Coreia do Norte tem pacto de defesa com a China há décadas, mas mantém cooperação militar mais próxima com a Rússia, incluindo envio de tropas para a guerra na Ucrânia.
- A visita ocorre perto do 65º aniversário do tratado de amizade entre China e Coreia do Norte, o único acordo de defesa da China com outro país.
- Analistas destacam que a China quer manter influência sobre Pyongyang e evitar que a Coreia do Norte se afaste, com foco na segurança na região nordeste da Ásia.
Xi Jinping iniciou neste mês uma visita de dois dias à Coreia do Norte, em Pyongyang, para intensificar a relação entre os dois países. O objetivo é revitalizar vínculos comerciais e estratégicos diante de tensões com a China. A viagem ocorre a menos de um mês do encontro entre Xi e Donald Trump em Pequim.
A visita busca reverter o esfriamento causado pela queda recente no comércio durante a pandemia e pela aproximação de Pyongyang com a Rússia. A Coreia do Norte é o único aliado formal de defesa da China, ainda que as relações tenham enfrentado atritos nos últimos anos.
Xi deve encontrar Kim Jong-un durante a estadia, a primeira viagem do presidente chinês ao país em quase sete anos. A pauta envolve cooperação regional, comércio e a demonstração de solidariedade entre os regimes próximos, sem anúncio de desnuclearização no curto prazo.
Contexto estratégico
Analistas destacam que a relação China-Coreia é histórica, mas 2020 em diante trouxe ajustes. Pequim teme que Pyongyang se afaste demais da órbita chinesa e se aproxime de outras potências. A parceria com a Rússia permanece mais próxima nos últimos tempos.
A reunião acontece num momento de movimentos diplomáticos na região, com a presença de Putin e o desgaste das relações entre EUA e China. Observadores veem a visita como sinal de que Pequim quer manter a influência na península e evitar novos desequilíbrios.
Historicamente, China e Coreia do Norte atuaram juntos em guerras passadas, mas as alianças mudaram. O foco atual envolve cooperação econômica, defesa e uma postura estável diante de tensões regionais, incluindo a situação envolvendo o Japão.
A imprensa internacional aponta que, mesmo com eventual cooperação militar, o objetivo de Pequim é evitar que Pyongyang hipertrofie sua relação com outras potências. A agenda pode incluir temas de segurança regional e comércio, com foco em estabilidade.
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