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Índia lança seu primeiro carro flex, seguindo exemplo do Brasil

Índia lança o Wagon R Flex Fuel, primeiro carro flex de produção em série, visando reduzir dependência do petróleo importado e ampliar postos E85

Maruti Suzuki Wagon R flex fuel — Foto: Divulgação
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  • A Índia lançou o primeiro carro flex de produção em série, o Maruti Suzuki Wagon R Flex Fuel, inicialmente voltado ao setor comercial.
  • É o segundo país a adotar veículos com motor flex, 23 anos depois do Brasil.
  • O Wagon R mantém o motor 1,2 litro K12N, com bomba de combustível reforçada, novos bicos injetores, linhas resistentes à corrosão e ECU recalibrada.
  • O plano de abastecimento prevê corredores de E85 entre Déli, Mumbai e Pune, com 500 postos até o fim deste ano e mais de 5.000 pontos até 2027, com preço de combustível mais baixo que a gasolina.
  • O governo ainda mira a eletrificação: metas indicam 30% de carros de passeio e 80% de veículos de duas e três rodas elétricos até 2030.

A Índia lançou oficialmente seu primeiro veículo flex de produção em série, o Wagon R Flex Fuel da Maruti Suzuki. O anúncio marca a segunda vez na história em que um país lança um carro flexível, 23 anos após o Brasil. O modelo já vinha sendo mostrado como protótipo desde 2022, mas agora entra em produção voltado inicialmente ao setor comercial.

A decisão reflete objetivos de reduzir a dependência de petróleo importado e enfrentar volatilidade de preços. O governo indiano calcula que a participação de importações de petróleo chegue a quase 87% e busca diversificar a matriz de abastecimento, sem abandonar a mira elétrica.

O Wagon R manterá o motor 1.2, o K12N, mas terá upgrade na bomba de combustível, bicos injetores reforçados, linhas resistentes à corrosão e uma ECU recalibrada. Detalhes sobre desempenho, consumo e preço ainda não foram divulgados pela marca.

O veículo é compacto e urbano, com 3,65 m de comprimento, 1,62 m de largura, 1,67 m de altura e entre-eixos de 2,43 m. Hoje é comercializado apenas com gasolina e opção de GNV, com preços entre 490 mil e 695 mil rúpias; a conversão para reais fica em aberto, diante da atual taxa de câmbio.

Estratégia de abastecimento

O maior desafio do projeto é a infraestrutura de combustível. A Índia ainda tem poucas bombas de E85 e trabalha com redes de E20 há mais tempo. O governo preparou corredores de abastecimento ligando Delhi, Mumbai e Pune.

A meta é chegar a 500 postos de E85 ainda neste ano e, até 2027, superar 5 mil pontos de abastecimento pela principais cidades. A expectativa é que o combustível seja oferecido a preço menor do que a gasolina, para incentivar a adesão do consumidor.

Volta ao eixo, com foco ambiental

A iniciativa mostra que a descarbonização pode seguir caminhos múltiplos, sem depender exclusivamente de veículos elétricos. O Ministério dos Transportes mantém incentivo à produção de elétricos e estabelece metas ambiciosas para 2030.

Enquanto o governo avança, marcas como Toyota e Tata Motors ainda exibem conceitos de carros flex, enquanto a Maruti Suzuki transforma o Wagon R em uma realidade de produção. A indústria observa a participação de cada solução na matriz de mobilidade futura.

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