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Milei privatiza hotéis de turismo social na Argentina

Milei privatiza hotéis de turismo social, encerra modelo peronista e licita Chapadmalal por trinta anos; Córdoba terá complexo estatal vendido integralmente

O presidente argentino afirmou que manter a estrutura estatal é incompatível com sua política de livre mercado e com o objetivo de enxugar o Estado
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  • Milei inicia a transferência de complexos hoteleiros estatais para o setor privado, encerrando o modelo de turismo social implantado nos anos 1940.
  • Em Chapadmalal, próximo a Mar del Plata, foi anunciada a licitação para concessão por trinta anos; o terreno não pode ser vendido devido aos termos de aquisição original.
  • Um segundo complexo estatal, com sete hotéis na região de Córdoba, será vendido integralmente.
  • Em dois mil e vinte cinco, o governo eliminou a obrigação de turismo subsidiado; o orçamento para a atividade foi de cerca de US$ sete milhões em dois mil e vinte quatro.
  • Em maio de dois mil e vinte seis, cinquenta funcionários do Chapadmalal foram demitidos, gerando protestos e ações judiciais; o governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, pediu a gestão provincial, sem resposta do governo federal.

A Argentina avança com a privatização de hotéis de turismo social, iniciando a transferência de complexos estatais para o setor privado. A medida enfraquece o modelo de turismo popular criado na era Perón, que oferecia hospedagem de cerca de US$ 10 por diária a trabalhadores. A decisão partiu do governo do presidente Javier Milei.

Em março de 2026, o governo abriu licitação para concessão por 30 anos do complexo de Chapadmalal, próximo a Mar del Plata. O terreno tem restrições legais que impedem a venda completa. Um segundo conjunto, com sete hotéis na região de Córdoba, será vendido na totalidade.

A mudança ocorreu após Milei ter eliminado, em 2025, a obrigação de turismo subsidiado pelo Estado, justificada pela prioridade ao livre mercado e à redução do tamanho da máquina pública. O orçamento da atividade somou cerca de US$ 7 milhões em 2024.

Reação e desdobramentos

Instalado na assinatura da licitação, o tema gerou críticas de sindicatos e da oposição. Em maio de 2026, o governo demitiu 50 funcionários remanescentes de Chapadmalal, provocando protestos e ações judiciais.

O governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, aliado oposicionista, pediu autorização para assumir a gestão dos hotéis em âmbito provincial. O pedido não obteve resposta até o momento.

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