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Padre brasileiro que ajudava refugiados morre na Ucrânia durante missão

Padre brasileiro que ajudava refugiados morre na Ucrânia aos 36 anos após cirurgia por lesão no joelho; tromboembolia leva a parada cardiorrespiratória

Padre rio-pretense, faleceu na Ucrânia, no sábado (6), após 15 anos em missão católica. — Foto: Reprodução/Facebook
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  • Padre Robson Gavioli, de 36 anos, natural de São José do Rio Preto (SP), morreu no sábado, dia 6, na Ucrânia após passar por cirurgia no joelho.
  • Ele morava na Ucrânia há 14 anos e havia se machucado durante uma missão com jovens, para um momento de oração e descontração.
  • A cirurgia foi realizada em Kiev; o diagnóstico foi tromboembolia, que provocou uma parada cardiorrespiratória.
  • Houve atraso da cirurgia devido à superlotação dos hospitais; o procedimento estava previsto para fevereiro.
  • O corpo deve chegar à cidade natal nos próximos dias; a família aguarda autorização para o translado e os ritos fúnebres pela Igreja Católica.

Padre Robson Gavioli, 36 anos, natural de São José do Rio Preto (SP), faleceu no sábado (6) na Ucrânia após passar por cirurgia no joelho. Ele vivia no país há 14 anos em meio ao conflito, dedicando-se a uma missão religiosa junto a refugiados e vítimas da guerra.

A morte ocorreu quando Robson machucou o joelho durante uma atividade de oração em que acompanhava jovens em uma subida de montanha, com o objetivo de promover um momento de fé e alívio para o grupo. A cirurgia, considerada simples pelos médicos, acabou associada a tromboembolia, levando a uma parada cardiorrespiratória.

A cirurgia, inicialmente prevista para fevereiro, foi adiada pela sobrecarga hospitalar e realizada recentemente em Kiev. O corpo deve retornar a São José do Rio Preto nos próximos dias, ainda sem data confirmada para o translado, conforme aguardam a autorização da família e os ritos da Igreja Católica.

Trajetória missionária

Robson iniciou a formação no seminário em São José do Rio Preto e, em 2011, seguiu para Brasília (DF). Posteriormente foi enviado à Ucrânia, por meio de um sorteio vinculador ao seminário de Khmelnytskyi, uma das dioceses do país.

Segundo o padre Valdinei Lobo de Almeida, amigo próximo e atualmente ativo na paróquia Santuário das Almas de Rio Preto, Robson dedicou os últimos anos a prestar assistência espiritual e solidária às vítimas e aos refugiados. Ele era visto como alguém alegre e disponível, segundo colegas.

Valdinei afirmou que, ao início do conflito, Robson recebeu a opção de retornar ao Brasil, mas decidiu permanecer na Ucrânia. A comunidade católica expressou profundo pesar pela perda, destacando o compromisso do missionário com a missão recebida.

Contexto atual

A família aguarda a autorização para o translado do corpo e a efetivação dos rituais fúnebres pela Igreja Católica. As informações são apuradas pelo portal G1, com base em fontes locais e familiares. O caso é acompanhado pelas redes regionais da imprensa.

Colaboração: Henrique Souza

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