- O premiê Nikol Pashinyan, líder do Contrato Civil, venceu as eleições parlamentares da Armênia, com 49,8% dos votos.
- O partido conquistou 61 das 105 cadeiras do parlamento.
- A participação foi de 59%, acima da eleição anterior, em 2021.
- Três partidos pró-Rússia obtiveram juntos cerca de 37% dos votos, sem vencer maioria.
- Mesmo com a vitória, Pashinyan não alcançou a maioria de dois terços necessária para emendas constitucionais; o pleito ocorreu em meio a tensões com a Rússia e debates sobre laços com a União Europeia.
Nikol Pashinyan, líder do partido Contrato Civil, venceu as eleições parlamentares da Armênia realizadas no domingo. Os resultados oficiais, divulgados nesta segunda-feira, apontam 61 das 105 cadeiras no parlamento para a legenda, que obteve 49,8% dos votos.
A participação foi de 59% dos eleitores, acima de 2021. O pleito ocorre em contexto de esforço do governo para reduzir a dependência da Rússia e estreitar laços com a União Europeia e o Ocidente.
A vitória ocorre após uma derrota militar em 2023 contra o Azerbaijão e sob clima de tensões com Moscou. O premiê busca consolidar um acordo de paz que garanta normalização regional.
Cenário político e oposição
O bloco pró-Rússia Armênia Forte ficou em segundo lugar, com 23,3%. A aliança Armênia, liderada pelo ex-presidente Robert Kocharyan, teve 9,9% dos votos.
A formação Armênia Próspera também deve entrar no parlamento, registrando 4% das contagens. Mesmo somadas, as forças pró-Moscou não atingiram a maioria.
Clima de tensão e acusações
O pleito transcorreu em meio a prisões e ameaças de bomba. Acompanhamentos de Karapetyan indicaram detenções de apoiadores, com ele próprio em regime de prisão domiciliar por acusações de golpe.
A polícia de Gyumri realizou buscas em escritórios de uma legenda, e três membros de uma comissão eleitoral local foram detidos. Números de ameaças anônimas de bomba foram recebidos, mas ninguém foi ferido.
Geopolítica e perspectivas
A agenda central é a relação com a Rússia versus aproximação da UE. Moscou já limitou exportações e sinalizou resistência à normalização com Turquia, aliada do Azerbaijão.
Autoridades acusaram a Rússia de tentar influenciar o resultado, alegando que eleitores residentes no exterior foram trazidos para votar. Investigações criminais foram abertas, sem provas públicas apresentadas.
A negociação com o Azerbaijão continua como prioridade para o governo, visando um acordo de paz definitivo após o conflito pela Nagorno-Karabakh. Diversos setores da oposição criticam a condução do processo.
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