- Roberto Sánchez ultrapassou Keiko Fujimori na contagem de votos, com quase 94% das urnas apuradas: Sánchez tinha 8.790.560 votos e Fujimori 8.787.628.
- A liderança mudou ao longo da apuração; os votos da capital Lima costumam ser contados primeiro, enquanto áreas rurais ajudam Sánchez.
- Pesquisas anteriores mostraram empate estatístico entre os dois candidatos, segundo a Ipsos, com o resultado ainda incerto no fim de semana da eleição.
- O Peru vive uma crise de legitimidade política, com muitos governos em uma década e quatro ex-presidentes presos.
- Analistas dizem que a votação tem impulsionamento pela rejeição aos candidatos, em um cenário de Congresso fragmentado e preocupação com a segurança pública.
Roberto Sánchez ultrapassou Keiko Fujimori na contagem de votos da eleição presidencial no Peru. Com quase 94% das urnas apuradas nesta segunda-feira (8), Sánchez soma 8.790.560 votos, enquanto Fujimori registra 8.787.628.
A vitória parcial ocorre em meio a um cenário de instabilidade. Lima, reduto de Fujimori, tende a concentrar a contagem inicial, enquanto áreas rurais devem influenciar o fechamento do placar. A apuração acompanhada por pesquisas apontava empate estatístico no fim de semana.
A troca de liderança ocorre após o primeiro turno, que teve soma de pouco menos de 30% com grande parte dos votos indo para outras opções. Analistas veem a eleição marcada por crise de legitimidade e desconfiança no sistema eleitoral, em meio a um Congresso fragmentado.
Cenário político e perspectivas
Especialistas destacam que o Peru vive uma década de instabilidade, com destituições e renúncias antes de o eventual novo presidente assumir. Quatro ex-chefes de Estado estão detidos, reforçando o ceticismo da população.
Urpi Torrado, da Datum Internacional, aponta que muitos eleitores votam pela rejeição ao processo, não por entusiasmo pelo candidato escolhido. A narrativa atual envolve preocupações com segurança econômica e governabilidade.
Keiko Fujimori mantém uma linha dura contra a violência e reforça o legado de seu pai. Roberto Sánchez, ligado a uma esquerda que assume cautela econômica, busca atrair eleitores do centro para reduzir incertezas.
O eleito herdará um Congresso com composição difícil e um país onde a percepção de que o próximo mandato pode não ser cumprido persiste entre parte da população.
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