- Terremoto de magnitude 6,1 com epicentro no Golfo do México foi sentido em Havana; o tremor durou cerca de 20 segundos e moradores deixaram prédios em busca de abrigo, sem registro de vítimas ou danos graves.
- O abalo também foi percebido em Miami, Tampa e Orlando, nos Estados Unidos; em Miami, autoridades pediram precaução e evacuaram edifícios; não houve risco de tsunami segundo autoridades meteorológicas dos EUA.
- O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o sismo ocorreu a aproximadamente 100 quilômetros de Mantua, no extremo oeste do país.
- O tremor ocorre em meio a uma crise econômica e energética em Cuba, com apagões frequentes, inflação alta e dificuldades para importar combustível e manter serviços básicos.
- A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou, em fevereiro, para o risco de colapso humanitário caso Cuba não consiga suprir suas necessidades energéticas.
Um terremoto de magnitude 6,1 com epicentro no Golfo do México foi sentido em Havana, capital de Cuba, nesta segunda-feira, 8. O abalo durou cerca de 20 segundos e levou moradores a deixar prédios, buscando abrigo nas ruas. Não há registro de vítimas ou danos graves.
O sismo também foi percebido em cidades da Flórida, nos EUA. Miami, Tampa e Orlando relataram tremores, e autoridades locais orientaram evacuações preventivas em alguns edifícios. Peritos descartaram risco de tsunami.
O USGS informou que o tremor ocorreu a aproximadamente 100 quilômetros da cidade de Mantua, no extremo oeste de Cuba.
Crise em Cuba
A ovação de abalos ocorre em meio a uma grave crise econômica e energética no país. Escassez de combustíveis, inflação alta e apagões frequentes afetam a população há meses, com impactos no transporte, comércio e alimentos.
Dados oficiais indicam queda de mais de 15% no PIB cubano desde 2020. Sanções dos EUA e redução de receitas do turismo agravam dificuldades para importação de combustível e geração de energia, elevando dificuldades de abastecimento.
A ONU alertou, em fevereiro, sobre o risco de um possível colapso humanitário se as necessidades energéticas não forem supridas. Serviços essenciais, como hospitais e água, podem ficar comprometidos pela crise energética.
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