- A União Europeia impôs sanções a dois iranianos e a uma unidade da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) por ameaçar a liberdade de tráfego no estreito de Ormuz.
- As санкções atingem o Comando Provincial de Hormozgan da Marinha do IRGC, além de Mohammad Akbarzadeh e Hamid Hosseini.
- Akbarzadeh é vice-comandante para Assuntos Políticos da Marinha do IRGC; Hosseini é representante da União de Exportadores de Petróleo, Gás e Produtos Petroquímicos do Irã.
- O estreito de Ormuz é estratégico, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, e as ações do Irã ocorreram após ataques dos EUA e de Israel ao Irã no fim de fevereiro.
- A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que foi a primeira vez que o bloco utiliza seu regime de liberdade de navegação e que poderá aplicá-lo novamente.
A União Europeia impostSanções a dois iranianos e a uma unidade da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) por ameaçar a liberdade de tráfego naval no estreito de Ormuz. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (8) e marca a primeira aplicação do novo regime de liberdade de navegação contra o Irã.
O bloco incluiu o Comando Provincial de Hormozgan da Marinha do IRGC na lista de sanções, além de Mohammad Akbarzadeh e Hamid Hosseini. Akbarzadeh ocupa o cargo de vice-chefe de Assuntos Políticos da Marinha do IRGC; Hosseini atua como representante da União de Exportadores de Petróleo, Gás e Petroquímicos do Irã.
A decisão foi tomada após a UE apontar que o Irã restringiu o tráfego pelo estreito de Ormuz, passagem por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. A restrição ocorreu após ataques envolvendo EUA e Israel ao Irã em fevereiro.
Kaja Kallas, chefe da Política Externa da UE, afirmou que as ações iranianas são inaceitáveis e que a UE utilizou pela primeira vez o novo regime de liberdade de navegação. Ela destacou que novas sanções devem ser aplicadas sempre que necessário.
Segundo a UE, as medidas visam entidades e indivíduos ligados a interrupções no trânsito marítimo no estreito. O objetivo é assegurar a livre circulação de navios e de commodities de energia na região estratégica.
O anúncio ocorreu no contexto de tensões regionais e de respostas internacionais a incidentes diplomáticos envolvendo o Irã. A UE já sinalizou que continuará monitorando a situação e, se for preciso, aplicará novas sanções.
Entre na conversa da comunidade