- O Sistema de Entrada/Saída biométrico (EES) da União Europeia começou o uso gradual em 12 de outubro de 2025 e foi implementado de vez em 10 de abril em todas as travessias do espaço Schengen, substituindo carimbos por leitura de rosto e de digitais.
- A transição provocou filas longas em voos internacionais e até atrasos em conexões, com relatos de espera de até seis horas para viajantes britânicos em destinos como Itália, Portugal e Espanha.
- Em alguns locais, quiosques biométricos não estavam operacionais ou fora de serviço, e a comunicação com os passageiros também foi apontada como falha, segundo veículos de imprensa.
- Estimativas do WTTC indicam que, se os atrasos persistirem, até 41 milhões de chegadas a Europa podem deixar de ocorrer e haveria perda de até 45,4 bilhões de dólares em gasto de visitantes.
- Pesquisas mostram que, embora 65% dos entrevistados apoiem a modernização, quase metade não sabe o que é exigido pelo novo sistema; soluções existem, como maior uso de registro digital prévio e melhoria na comunicação aos viajantes.
Ao viajar para a Europa neste verão, alguns passageiros relatam longas filas para entrar no Espaço Schengen sob o novo sistema de controle biométrico. O sistema de Entrada/Saída (EES) usa reconhecimento facial e leitura de digitais no lugar dos carimbos manuais de passaporte.
O EES teve implantação gradual iniciada em 12 de outubro de 2025 e, segundo o site da União Europeia, entrou plenamente em operação em 10 de abril, em todos os pontos de fronteira do Schengen. O objetivo é agilizar e tornar mais segura a passagem de não pertencentes à UE em estadias curtas.
Foram relatados atrasos em aeroportos, com filas em alfândega e, em alguns casos, perda de conexões. Passageiros britânicos guardam relatos de esperas de até seis horas em destinos populares como Itália, Portugal e Espanha. Em Bruxelas, aeroportos deram indicações de que quiosques biométricos ainda não estavam operando, com falhas de comunicação com os passageiros.
Desdobramentos e impactos
Pesquisa do World Travel & Tourism Council aponta que atrasos podem desestimular viagens para a Europa. A entidade ouviu mais de 2.500 viajantes de diversos países. Caso as filas se tornem comuns entre três e quatro horas, até um terço dos entrevistados pode reduzir visitas à região ou cancelar viagens.
Estima-se que atrasos persistentes possam inviabilizar até 41 milhões de chegadas de visitantes e gerar cerca de 45,4 bilhões de dólares em gasto turístico, segundo o estudo. A pesquisa indica que 65% dos respondentes apoiam a modernização das fronteiras, mas quase metade desconhece os requisitos do novo sistema.
Respostas e próximos passos
Especialistas ressaltam que soluções já existem, como maior uso de ferramentas de pré-registro digital, melhoria na comunicação com os viajantes e maior disponibilidade operacional nas fronteiras. Autoridades europeias devem trabalhar com o setor de turismo para reduzir atritos e manter a experiência de viagem tão fluida quanto possível.
Em resposta, a Comissão Europeia não se posicionou neste material, mas pediu dados adicionais para avaliação externa. O objetivo, segundo o setor, é minimizar falhas de implementação e manter a segurança das travessias.
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