- Xi Jinping e Kim Jong Un reafirmaram cooperação bilateral durante cúpula em Pyongyang, primeira visita de Xi ao país em sete anos.
- Xi destacou ampliar cooperação em comércio, agricultura, construção e tecnologia, além de fortalecer a coordenação estratégica para soberania e segurança de ambos.
- Kim Jong Un disse que a relação é inquebrável e que o aprofundamento dos laços é uma escolha estratégica imutável de Pyongyang.
- Analistas apontam que a visita busca ampliar a influência da China na Península Coreana e fortalecer negociações com os EUA, com possibilidade de novos pacotes de ajuda econômica.
- O comércio entre China e Coreia do Norte já recuperou os níveis pré-pandemia em 2025, e voos diretos e serviços ferroviários de passageiros foram retomados.
A China e a Coreia do Norte firmaram um compromisso de ampliar a cooperação bilateral durante a primeira visita de Xi Jinping a Pyongyang em sete anos. A cúpula ocorreu na capital norte-coreana na segunda-feira, em meio a tensões com os EUA e à expansão nuclear norte-coreana.
Xi Jinping chegou a Pyongyang com cerimônia de boas-vindas, guarda de honra e multidão na praça central. A CCTV informou que ele defendeu ampliar a cooperação em comércio, agricultura, construção e tecnologia, além de fortalecer a coordenação estratégica entre os dois países.
Kim Jong Un descreveu a visita como um sinal do caráter inquebrável da relação e reiterou a escolha estratégica de aprofundar os laços com a China. A reunião foi apresentada como parte do objetivo de Pyongyang de manter o alinhamento com Pequim.
Analistas veem a cúpula como movimento de Pequim para ampliar sua influência na Península e consolidar liderança regional diante da competição com os EUA. Aumentar a cooperação pode incluir ajuda econômica, segundo especialistas consultados.
O contexto envolve o avanço do programa nuclear norte-coreano. Kim inaugurou recentemente uma instalação de produção de materiais nucleares e prometeu ampliar capacidades atômicas. Em Seul, autoridades estimam produção suficiente para 10 a 20 bombas por ano.
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