- Família de Lyhanna, menina de 11 anos, pediu mais recursos para o sistema de justiça, citando falhas no tratamento de denúncias de violência sexual infantil.
- Lyhanna desapareceu em 29 de maio e o corpo foi encontrado uma semana depois, no sudoeste da França.
- O pai da colega da vítima, Jérôme Barella, é suspeito; ele afirma não ter feito o crime e disse ter levado a menina a um parque aquático.
- Manifestantes em várias cidades, incluindo Paris, protestaram contra a morosidade das investigações e pediram mudanças no sistema judiciário.
- O governo anunciou medidas, como reanálise de setenta mil queixas de violência contra crianças, e deverá apresentar propostas legislativas no próximo mês.
Lyhanna, uma menina de 11 anos, esteve no centro de uma crise política na França após a divulgação de falhas no sistema de justiça na investigação de violência sexual contra menores. A criança desapareceu em 29 de maio próximo a Fleurance, 80 km ao oeste de Toulouse, e o corpo foi encontrado uma semana depois em um silo de grãos no Gers.
Na segunda-feira, o advogado da família, François Roujou de Boubée, pediu mais recursos para o sistema judiciário, afirmando que, com mais disponíveis, a tragédia de Lyhanna e outros casos não teriam acontecido. A família não quer que o caso seja explorado politicamente, nem que se promova nova legislação sem avaliação adequada.
Protestos e reação pública
Milhares de pessoas se reuniram em Paris, frente ao Ministério da Justiça, e em tribunais pelo país, para exigir respostas sobre o tratamento de denúncias de violência sexual contra crianças. Organizações e vítimas de abusos destacaram falhas sistêmicas na resposta da Justiça.
O caso envolve o pai de um colega de Lyhanna, Jérôme Barella, de 41 anos, que estava detido antes da localização do corpo. Ele nega ter a ver com o crime e disse ter deixado a menina próximo a uma piscina local. Além disso, Barella já havia sido apontado em denúncias anteriores de abusos sexuais contra menores.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, prometeu reavaliar investigações e abrir novo conteúdo legislativo sobre abuso sexual e sexistismo contra menores. Em resposta, a defesa da família enfatiza que a questão principal é o fortalecimento do financiamento e da qualidade da Justiça, não a responsabilização de investigadores isolados.
O debate público também envolveu críticas a registros de denúncias mal conduzidas e à taxa de condenação de casos de abuso sexual infantil no país, cuja cifra é de apenas 7% segundo Ciivise, um comitê independente. Parlamentares disseram que o tema demanda soluções estáveis e investimentos contínuos na prevenção e na formação de autoridades.
Audrey, mãe que denunciou Barella no ano passado, anunciou que processará o Estado e o ministro da Justiça por falhas no arresto e no interrogatório do suspeito. Ela relatou dificuldades com a resposta de autoridades e pediu melhoria do sistema para proteger crianças.
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