Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Suposto mandante dos homicídios de Dom Phillips e Bruno Pereira irá a julgamento

Justiça federal decide que há indícios suficientes de autoria para julgar Ruben Villar pelo duplo homicídio em Javari, com júri popular

An Indigenous demonstrator in Brasília, Brazil, walks past a poster of the British journalist Dom Phillips and Bruno Pereira, who worked with an Indigenous organisation, after the men went missing in the Amazon in 2022.
0:00
Carregando...
0:00
  • Um juiz federal de Amazonas determinou que Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, deverá responder a júri popular pelos homicídios de Dom Phillips e Bruno Pereira, ocorridos em junho de 2022 no Vale do Javari.
  • A magistrada Cristina Lazzari Souza concluiu haver indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes, autorizando o início do julgamento com base nas acusações de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
  • A decisão aponta que Silva Villar coordenou uma rede criminosa transnacional que explorava o território indígena do Javari e atuou como mandante ou participante nos assassinatos.
  • Os assassinatos teriam envolvido o fornecimento de munição e o pagamento de custas iniciais de um dos atiradores; há centenas de ligações entre Silva Villar e os homens acusados, segundo as investigações.
  • Além dele, três homens locais já estão presos esperando o julgamento, e a Univaja (União dos Povos Indígenas do Javari) afirmou respeitar a decisão e manter a confiança nas instituições.

O juiz federal do Amazonas, Cristina Lazzari Souza, decidiu que há indícios suficientes de autoria para levar Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como Colômbia, a júri pela morte do jornalista britânico Dom Phillips e da ativista Bruno Pereira. O magistrado embasou-se nas acusações apresentadas pelo Ministério Público Federal.

Segundo a investigação, Villar seria o cérebro de uma rede criminosa transnacional que atuava na região do Vale do Javari, território indígena na Amazônia. A organização seria responsável por assassinatos, com o objetivo de silenciar Pereira, que defendia terras contra garimpo e pesca ilegal.

Phillips e Pereira foram mortos em 5 de junho de 2022, perto de Atalaia do Norte, após retornarem de uma reportagem na região. Pereira havia trabalhado com a Univaja, articulando a defesa de comunidades contra garimpeiros e traficantes.

Contexto e acusações

A Polícia Civil aponta que a atuação do grupo levou a perdas consideráveis para a organização criminosa liderada por Villar. A investigação aponta que Vilâr forneceu munição e custeou parte das despesas legais de um dos atiradores.

Ao menos três homens locais, acusados de efetivar os disparos e ocultar os corpos, aguardam julgamento sob custódia. Villar já está preso em outra ação, relacionada ao uso de documentos falsos.

O Ministério Público Federal afirmou que, nos dias que antecederam, durante e após os homicídios, houve dezenas de ligações entre Villar e os envolvidos. A defesa de Villar contestou as ligações, pedindo a rejeição do caso.

Próximos passos

Não há data definida para o julgamento popular de Villar. A tese do MPF é de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver, a ser apreciada pelo júri. Univaja afirmou respeitar a decisão e manter a confiança nas instituições.

A morte de Phillips e Pereira ocorreu durante o período de oponente político à atuação de Jair Bolsonaro, que recebeu críticas pela resposta às desaparecimentos. As autoridades enfatizam a importância de responsabilizar os autores para evitar reincidência na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais