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Anistia acusa Israel de limpeza étnica e deslocamento na Cisjordânia

Anistia Internacional acusa Israel de limpeza étnica e deslocamento forçado na Cisjordânia; 27 comunidades já deslocadas ou ameaçadas na Área C

Vista geral da aldeia beduína palestina de Khan al-Ahmar, localizada na Área C da Cisjordânia ocupada por Israel, com o assentamento israelense de Mishor Adumim ao fundo, em 20 de maio de 2026.
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  • A Anistia Internacional acusou Israel de promover “limpeza étnica” e deslocamento forçado de comunidades beduínas e pastoris na Área C da Cisjordânia entre 2023 e 2025.
  • O relatório aponta 27 comunidades deslocadas ou sob ameaça na Área C, que representa cerca de sessenta por cento da Cisjordânia, sob controle israelense desde a década de 1990.
  • A organização afirma que houve apelos de autoridades israelenses para expandir assentamentos e medidas para minimizar a presença palestina, ligando isso à agenda nacionalista religiosa dos colonos.
  • O documento sustenta que o governo acelerou a expansão de assentamentos, a apropriação de terras, o apoio a assentamentos e o armamento de colonos, facilitando violência e deslocamento na região.
  • Desde o fim de 2022, foram autorizados 102 assentamentos na Cisjordânia; mais de 500 mil israelenses vivem na região, enquanto aproximadamente três milhões de palestinos também residem lá, segundo dados citados pela organização.

A Anistia Internacional acusou Israel de promover limpeza étnica contra comunidades beduínas e pastoris na Cisjordânia, classificando a transferência forçada como crime contra a humanidade. O relatório aponta que 27 comunidades foram deslocadas ou estão sob ameaça entre 2023 e 2025 na Área C.

A organização afirma que o governo israelense acelerou a expansão de assentamentos, facilitou a apropriação de terras e aumentou o apoio financeiro a essas áreas, fortalecendo a violência praticada por colonos com apoio estatal e levando ao deslocamento de palestinos na região.

A Área C, que representa 60% da Cisjordânia, está sob controle israelense desde a década de 1990. A ONU e organizações locais já alertaram sobre riscos de deslocamento contínuo e violações de direitos humanos na região.

Segundo a Anistia, autoridades israelenses incentivam a expansão de assentamentos e a minimização da presença palestina, em meio a políticas que alimentam confrontos e deslocamentos. A organização citou a aprovação de ações que ampliam a rede de assentamentos desde 2022.

Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel, é citado entre as autoridades politicamente favoráveis à anexação de parte da Cisjordânia. A França informou, recentemente, ter proibido a entrada do ministro por essa posição.

Dados apontam que, desde 2022, foram autorizados 102 novos asentamentos na Cisjordânia, segundo a ONG Paz Agora. Cerca de 500 mil israelenses vivem nesses assentamentos, e aproximadamente três milhões de palestinos residem na região, segundo entidades internacionais.

A violência entre colonos e comunidades palestinas aumentou desde o ataque a Israel em outubro de 2023. Ocasionalmente, ataques de colonos são executados por indivíduos isolados, mas a comunidade internacional observa uma relação entre políticas de ocupação e violência local.

O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários aponta média de seis ataques diários por parte de colonos desde janeiro, elevando a precariedade de áreas isoladas da Cisjordânia. Israel afirma tratar-se de ações de indivíduos, não de políticas oficiais.

Jornalistas da AFP relataram, desde 2023, deslocamentos de comunidades beduínas sob pressão de colonos, com casos citados em Ras Ein al-Auja no começo de 2026. Moradores afirmam que o modo de vida beduíno sofreu danos culturais significativos.

A Anistia Internacional reforça que, para frear o deslocamento, é necessária atuação internacional e monitoramento das políticas israelenses na Área C. A entidade convoca a comunidade global a responder à anexação e às violações relatadas.

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