- Forças ucranianas atacaram o porto de Mariupol, ocupado pela Rússia desde maio de dois mil e vinte e dois, mirando estruturas de gestão e fornecimento de energia e deixando a área sem eletricidade.
- A ofensiva contou com a participação do 1º Corpo Azov e do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), com imagens de drones atingindo embarcações, subestações elétricas e outras estruturas da área portuária.
- Autoridades ucranianas afirmam que o porto era usado pela Rússia para logística militar e para a exportação ilegal de grãos, carvão e metais ucranianos, o que, segundo elas, limita significativamente a função do local como centro logístico.
- O ataque ocorre em meio a uma intensificação de ações contra infraestrutura energética, com relatos de ataques ucranianos a Krasnodar Krai e ao depósito de Grushovaya, em Novorossiysk, na Crimeia, sem vítimas.
- No contexto, o porta-voz do Kremlin reconheceu problemas de abastecimento na região, e o presidente Volodymyr Zelensky pediu reunião com o presidente russo Vladimir Putin e um cessar-fogo total.
Forças ucranianas anunciaram ataques contra estruturas estratégicas no porto de Mariupol, cidade ocupada pela Rússia desde maio de 2022. A operaçãomirou áreas de gestão e de fornecimento de energia, deixando a região sem eletricidade. O objetivo é limitar a utilização do porto como centro logístico para tropas russas.
Entre os envolvidos, destacam-se o 1º Corpo Azov e o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU). A Ucrânia divulgou imagens de drones atingindo embarcações, subestações elétricas e outras estruturas na área portuária. Segundo o governo ucraniano, o porto era usado para logística militar e exportação ilegal de grãos, carvão e metais para a Rússia.
De acordo com as Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, a ação ocorreu em 10 de junho, no território de Mariupol, ainda sob ocupação russa. A ofensiva é descrita como capaz de reduzir significativamente a capacidade do inimigo de utilizar o porto como base logística.
Setor energético na mira
O ataque ocorre no contexto de uma intensificação das ações contra infraestrutura energética em ambos os lados desde fevereiro de 2022. Na noite anterior, o Estado-Maior ucraniano informou ataques na região de Krasnodar Krai, atingindo o depósito de Grushovaya, em Novorossiysk. Autoridades russas confirmaram incêndio causado por drone, sem registro de vítimas.
Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, descartou preocupações com a escassez de combustíveis na Crimeia. Ele afirmou que o Ministério da Energia e outras agências estudam medidas para responder à situação, reconhecendo problemas pontuais no momento.
Desdobramentos regionais
Na mesma tarde, ataques russos causaram três mortos e dez feridos na região de Kharkiv, Ucrânia. Fogo, danos a veículos e impactos em fachadas de edifícios foram relatados pelo governador Oleg Sinegubov.
A comunicação entre Kyiv e Moscou permanece ativa desde a divulgação de ações militares recentes. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, solicitou uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, e pediu um cessar-fogo total em carta enviada ao líder russo. O documento também mencionou ataques à Rússia e impactos no custo de vida em Moscou.
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