- O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, desembarcou em Guantánamo, Cuba, para interagir com as tropas, conforme o Pentágono.
- Ele também viajará a Tampa, na Flórida, para a sede do Comando Central das Forças Armadas (Centcom), responsável pelas tropas no Oriente Médio ligado ao conflito com o Irã.
- A visita é a terceira operação recente de uma autoridade de alto escalão de segurança nacional dos EUA, em meio a tensões com Havana promovidas pela gestão de Donald Trump.
- Em momentos anteriores, o chefe do Comando Sul, general Francis Donovan, reuniu-se com comandantes cubanos e o ex-diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Havana para falar com autoridades locais.
- Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, sinalizaram que, se as restrições não provocarem mudanças em Cuba, há possibilidade de adoção de medidas militares, em meio a sanções como o bloqueio de exportações de petróleo venezuelano para a ilha.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, desembarcou nesta quarta-feira na base naval de Guantánamo, em Cuba, para interagir com as tropas locais, conforme informou o Pentágono na véspera. A ida ocorre em meio a pressões do governo de Donald Trump por reformas em Havana.
Além de Guantánamo, Hegseth seguiria para Tampa, na Flórida, com escala na sede do Comando Central das Forças Armadas (Centcom), responsável pela supervisão das tropas americanas no Oriente Médio envolvidas no conflito com o Irã.
Esta é a terceira visita recente de uma autoridade de alto escalão vinculada à segurança nacional dos EUA. No fim de maio, o chefe do Comando Sul, general Francis Donovan, reuniu-se com comandantes cubanos próximos à base. Dias antes, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Havana para diálogo com autoridades cubanas.
Contexto e antecedentes
Promotores dos EUA apontaram responsabilidade do ex-presidente Raúl Castro e de outras autoridades cubanas pela derrubada de duas aeronaves civis em 1996, acusação rejeitada por Havana. O retorno de Trump à Casa Branca acentuou a ofensiva econômica contra Cuba, incluindo medidas que impactam o petróleo venezuelano enviado à ilha.
As ações americanas são acompanhadas por declarações do presidente e do secretário de Estado, Marco Rubio, que já indicaram a possibilidade do uso da força caso as restrições não levem a mudanças políticas em Cuba. A administração ressalta a busca por reformas e maior cooperação entre os países.
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