- Jeremiah Copeland, de 21 anos, foi condenado a 44 anos de prisão federal após admitir ter assassinado Angelina Resendiz em seu alojamento na Naval Station Norfolk, Virgínia.
- Ele também reconheceu ter estrangulado outra mulher a bordo do destróier de misseis guiados USS James E Williams e ter gravado secretamente uma terceira pessoa durante ato sexual.
- Copeland informou ter enganado o Serviço de Investigação Criminal Naval (NCIS) sobre o que ocorreu, dizendo que havia levado Resendiz ao quarto com vida.
- Além da sentença, ele deverá se registrar como agressor sexual, ter pagamento bloqueado, sofrer uma rebaixamento e receber baixa honorável da Marinha.
- A família de Resendiz solicita reformas nas Forças Armadas para proteger mais as mulheres que servem, tema que também lembra o caso de Vanessa Guillén.
Um membro da marinha dos EUA foi condenado a 44 anos de prisão federal após admitir ter estrangulado uma colega de convés em seu quartel, ter prendido o pescoço de outra mulher a bordo de um porta-aviões e ter feito gravações secretas de uma terceira, incluindo momentos íntimos.
A vítima principal foi Angelina Resendiz, marinheira veterana do Texas. A família de Resendiz pediu reformas nas forças armadas para proteger melhor as mulheres que servem. A defesa informou que Copeland se declarou culpado em tribunal militar de homicídio não premeditado e falso relato.
O caso envolve estresse, abuso e violência institucionalizado, com paralelos a casos anteriores que impulsionaram mudanças em políticas de combate a agressões sexuais na base militar. Investigadores localizaram o corpo de Resendiz duas semanas após o desaparecimento.
Copeland, de 21 anos, era especialista culinário a bordo do USS James E Williams. Ele relatou ter estrangulado Resendiz após um desentendimento envolvendo uma notificação de telefone, levando o corpo para uma área de mata em Norfolk, na Virgínia.
Segundo depoimento, Copeland também admitiu ter comprimido o pescoço de outra mulher em julho de 2024, a bordo do USS Harry S Truman. Ele ainda reconheceu ter gravado secretamente outra mulher no banheiro, bem como o casal em atividade sexual.
O réu registrou-se como agressor sexual e deverá passar por demissão honorável, perda de remuneração, entre outras sanções. A sentença saiu em tribunal disciplinar, com validade federal, impondo também a obrigação de se registrar como agressor sexual.
Copeland pediu desculpas às famílias envolvidas e à Marinha. Um perito forense afirmou que o réu sofreu abusos na infância, o que pode ter contribuído para problemas sociais, sem concluir relação com o homicídio.
A mãe de Resendiz, Esmeralda Castle, reuniu-se com representantes congressionais para defender reformas. Castle buscava apoio político para fortalecer salvaguardas que mantenham mulheres seguras no serviço militar.
Entre na conversa da comunidade