- A ONU pediu aos Estados Unidos que revejam suas políticas de imigração durante a Copa do Mundo, após impedimentos a torcedores, a um árbitro somali da FIFA e a dirigentes de equipes.
- O alto comissário Volker Türk afirmou ser necessário avaliar como as medidas de controle migratório afetam direitos humanos e dignidade, especialmente às vésperas do torneio.
- Casos recentes mostraram revistas rigorosas na chegada de seleções: Senegal, Bélgica e Uzbequistão passaram por checagens com detectores de metal e inspeção de bagagens.
- No México, a recepção foi festiva, com bandas, dança e bandeiras para a Espanha, que disputou amistoso em Puebla.
- A política migratória dos EUA, desde o início do ano, foi endurecida para a Copa, com expansão de vistos para 39 países e exigência de caução para cidadãos de cerca de cinquenta países considerados de risco.
A ONU pediu aos Estados Unidos que reconsiderem suas práticas de imigração durante a Copa do Mundo, citando violações de direitos humanos. O alerta veio do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Volker Turk, após relatos de impedimentos de entrada a torcedores, um árbitro somali da FIFA e dirigentes de equipes. A entidade pediu avaliações profundas antes do início do torneio.
Turk criticou o governo de Donald Trump, destacando que políticas de controle migratório podem afetar a dignidade humana. O comissário afirmou a repórteres que medidas adotadas recentemente refletem tendências que precisam ser revistas, especialmente à véspera da Copa.
Mudanças na política de imigração durante a Copa
A tensão cresceu com relatos de revistas rigorosas na chegada de equipes aos EUA, incluindo o Senegal, que enfrentou checagens na pista do aeroposto em Raleigh, na Carolina do Norte. A delegação foi inspecionada individualmente com detectores de metal e checagem de bagagens.
A assessoria da seleção senegalesa informou que a vistoria ocorreu antes do embarque, no entorno do avião, para evitar deslocamentos pelo terminal. O objetivo declarado foi otimizar o tempo de viagem e facilitar o embarque em voo privado.
Outro caso chamou a atenção: a seleção da Bélgica também passou por revistas com checagem até na sola dos sapatos, em Chicago. A equipe Uzbequistão foi recebida com cães farejadores em Nova York, para um amistoso contra a Holanda, e relatou longas esperas e revistas extensivas.
Em contraste, o México recebeu as seleções com celebrações de torcida, música e bandeiras. A Espanha foi recebida em Puebla com festa, banda e dança, após desembarcar para enfrentar o Peru em amistoso.
Contexto e desdobramentos
O endurecimento da política migratória, já vigente desde o início do mandato de Trump, ganhou novos contornos com a ampliação de restrições de vistos para 39 países e a exigência de depósitos como caução para obtenção de visto em dezenas de nações consideradas de risco. A medida busca evitar permanência irregular de visitantes após a Copa.
O impacto disso aparece em relatos de clubes e jogadores de várias seleções, com tom de incerteza entre equipes e torcedores. A ONU reforça a necessidade de que direitos humanos sejam prioridade na formulação de políticas de imigração durante grandes eventos esportivos.
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