- A ONU, por meio do chefe de direitos humanos Volker Turk, pediu que os Estados Unidos reavaliem a política migratória durante a Copa do Mundo e reflitam sobre impactos nos direitos humanos.
- A cobrança ocorre após o governo dos EUA endurecer fiscalizações e barrar entrada de torcedores, árbitros e pessoas ligadas a seleções antes do início do torneio.
- Partes afetadas incluem integrantes de Irã, Iraque, Senegal e Uzbequistão, além de um árbitro da Somália que teve entrada negada.
- A Federação Iraniana de Futebol informou que a cota de ingressos foi revogada poucos dias antes da Copa, impedindo torcedores de acompanharem os jogos.
- A FIFA afirma não se envolver nos processos de imigração dos países-sede e não comenta o tema.
Volker Türk, chefe de direitos humanos da ONU, pediu aos Estados Unidos que revisem a política migratória antes da Copa do Mundo. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, 10 de junho, em meio a decisões que barrem torcedores, árbitro e interrogar jogadores. A ONU defende avaliação dos impactos sobre direitos humanos.
A medida ocorre em um contexto de endurecimento de fiscalização migratória nos EUA, com restrições a pessoas ligadas ao evento. Diversos casos são reportados nos últimos dias, envolvendo torcedores, árbitros e atletas de seleções participantes.
A FIFA não se pronuncia sobre imigração dos países-sede e afirma não se envolver nesses processos. As ações americanas geram críticas de torcedores e atletas que planejam acompanhar a Copa.
Entre os atingidos estão membros de seleções do Irã, Iraque, Senegal e Uzbequistão, além de um árbitro da Somália. Alguns casos incluem retirada de ingressos e problemas de entrada em aeroportos e estádios.
Na véspera da competição, a Federação de Futebol do Irã informou que a cota de ingressos de torcedores da seleção foi revogada pouco antes do início do torneio, frustrando planos de viagem.
Também houve a recusa de entrada do árbitro somali Omar Artan, escalado para a Copa. Ele foi interrogado por longas horas, sem conclusão anunciada até o momento.
Casos de revistas de jogadores de Senegal e Uzbequistão por equipes de segurança também ganharam notoriedade, com vídeos disseminados nas redes sociais. O tema levanta debate sobre direitos humanos durante o torneio.
No documento de abril intitulado Aviso aos Viajantes, mais de 120 organizações americanas alertaram sobre riscos de violações de direitos durante a Copa, incluindo negação de entrada e detenções sem garantias legais.
O coordenador da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, Andrew Giuliani, confirmou que 35 equipes já vieram aos EUA. Ele afirmou que a entrada de jogadores e técnicos não foi negada, mas mencionou restrições a dirigentes por motivos considerados justificáveis.
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