- A Organização das Nações Unidas pediu aos Estados Unidos que reavaliem a política migratória durante a Copa do Mundo de 2026, devido aos impactos em atletas, árbitros, jornalistas e torcedores.
- Volker Türk, chefe de direitos humanos da ONU, afirmou que é preciso refletir sobre como as políticas migratórias afetam direitos humanos e dignidade durante o torneio.
- Casos recentes destacam dificuldades de entrada: o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve entrada negada mesmo com visto válido.
- O atacante Aymen Hussein, do Iraque, ficou sete horas interrogado no Aeroporto O’Hare, em Chicago, e o fotógrafo oficial da seleção foi retido por cerca de dez horas antes de ter a entrada barrada.
- A ONU defende procedimentos para garantir o acesso de pessoas credenciadas e visitantes ligados ao evento; a Fifa acompanha o tema, sem se pronunciar oficialmente.
A Organização das Nações Unidas pediu aos Estados Unidos que reavalie a aplicação de sua política migratória durante a Copa do Mundo de 2026. O enviado para direitos humanos, Volker Türk, expressou nesta quarta-feira preocupação com as restrições de entrada e sobre impactos para atletas, árbitros, jornalistas e torcedores.
Segundo Türk, é necessário refletir sobre como as políticas migratórias afetam direitos humanos e dignidade, sobretudo em eventos de grande porte como a Copa. O objetivo é evitar que medidas excessivas comprometam a participação de profissionais e fãs.
Casos que ganharam repercussão
Caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos mesmo com visto válido, ampliou críticas à política migratória. A ONU ressaltou a necessidade de procedimentos mais claros para profissionais do Mundial.
Outro episódio envolve o atacante Aymen Hussein, da seleção do Iraque, detido por cerca de sete horas no aeroporto de O’Hare, em Chicago, durante o interrogatório. O fotógrafo oficial da delegação também ficou sob avaliação por longos períodos na imigração.
Impacto para o evento e deveres das autoridades
Organizações de direitos humanos apontam insegurança para quem acompanha a competição. Países anfitriões enfrentam pressão para facilitar a entrada de imprensa, delegações e torcedores autorizados, sem comprometer controles legais.
A ONU defende que autoridades norte-americanas assegurem o acesso a pessoas credenciadas e visitantes vinculados ao torneio, mantendo o cumprimento de compromissos internacionais sobre direitos humanos e livre circulação em grandes eventos.
Posição de organizações e federação envolvidas
A FIFA acompanha o tema, sem emitir posicionamento oficial até o momento. A entidade informou apenas que respeita as leis migratórias de cada país membro, mantendo neutralidade institucional diante dos casos.
A organização mundial também destacou a importância de normas claras para evitar ambiguidades na entrada de pessoas ligadas ao evento, incluindo imprensa e equipes técnicas.
Entre na conversa da comunidade