- Autoridades dos EUA reforçam a segurança contra drones em estádios, áreas de torcedores, hotéis das seleções, locais de treino e rotas de transporte durante a Copa.
- Ameaças variam entre vigilância, tentativas de atrapalhar partidas e o desejo de tirar fotos para as redes sociais.
- Empresas de detecção, como SkySafe, e a DroneShield trabalham com autoridades para identificar sinais, rastrear voos e localizar o operador.
- Derrubar drones raramente é opção segura em multidões; a identificação do operador costuma ser a resposta mais adequada quando não há ameaça imediata.
- O governo federal já destinou cerca de US$ 250 milhões desde dezembro para ajudar cidades-sede a lidar com drones, com restrições de voo de até 4,8 quilômetros dos estádios e até 900 metros de altitude.
A preparação para a Copa do Mundo envolve reforçar a segurança contra drones em várias cidades dos Estados Unidos. Autoridades e setores privados estudam como detectar, rastrear e neutralizar aeronaves não autorizadas em estádios, áreas de torcedores, hotéis das seleções e rotas de transporte.
A ameaça pode variar desde simples vigilância até tentativas de atrapalhar partidas ou capturar imagens para redes sociais. Especialistas destacam que drones baratos podem percorrer áreas restritas rapidamente, exigindo respostas rápidas das equipes de segurança.
Segundo a SkySafe, empresa de detecção de drones, aeronaves de baixo custo podem transitar a velocidades altas e cruzar distâncias longas em poucos minutos, dificultando a intervenção das autoridades. O foco inicial tende a ser a vigilância, não apenas o uso para dano.
Para a DroneShield, a dificuldade está em contornar barreiras físicas de segurança com um drone que chega a sobrepor perímetros tradicionais. Em muitos casos, a prioridade é identificar o operador, especialmente quando o drone coleta informações sem ameaça imediata.
Empresas especializadas trabalham com autoridades para montar redes de detecção ao redor dos locais de jogo. A SkySafe afirma que seus sensores podem reconhecer sinais de drones, traçar rotas de voo e, quando possível, apontar o responsável pelo equipamento.
Na região de Kansas City, a DroneShield apoia um projeto liderado pela polícia para detectar drones em várias jurisdições, contribuindo para a vigilância coordenada entre órgãos estaduais e locais.
Em termos de gestão de risco, derrubar drones entre multidões não é prática simples, por causa do risco de destroços. Em vez disso, a identificação do operador surge como resposta mais segura para drones que apenas coletam informações.
Governo dos Estados Unidos destinou cerca de US$ 250 milhões desde dezembro para apoiar as cidades-sede na aplicação de medidas contra drones. O aporte, operado pela FEMA, envolve 11 estados e Washington, D.C., com foco em rastreamento e mitigação de aeronaves não autorizadas.
Durante os dias de jogo, há restrições de voo: aviões e drones ficam proibidos em um raio de 4,8 km dos estádios e até 900 metros de altitude, conforme regras da Administração Federal de Aviação. Essas regras orientam as ações das equipes de segurança e aplicação da lei no evento.
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