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Tren de Aragua: facção venezuelana sob mira de Trump no Norte do Brasil

Tren de Aragua avança em Roraima, expandindo tráfico, mineração ilegal e exploração de imigrantes, aumentando violência e pressão sobre abrigos

Policiais da Força Tática prendem um homem por supostamente vender drogas na fronteira com a Venezuela, em 2019
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  • Polícia de Roraima encontrou, no início de 2025, um cemitério clandestino em Boa Vista com ao menos nove cadáveres, a maioria venezuelanos, ligado ao Tren de Aragua (TDA).
  • Testemunha olheira do grupo afirmou ter sido perseguida pela facção e que sua família também foi sequestrada. O TDA atua em ao menos quatro municípios de Roraima.
  • O grupo, originário da prisão Tocorón, na Venezuela, expandiu-se para outros países sul-americanos e mantém alianças com facções brasileiras.
  • Nos últimos anos, o TDA atuou no Brasil com mineração ilegal, tráfico de armas e drogas, transporte de migrantes e exploração de mulheres em garimpos.
  • Pacaraima funciona como porta de entrada; em Roraima, há fortes indícios de cooperação com PCC e CV, além de uso de imigrantes venezuelanos como mão de obra e vítimas de exploração.

No início de 2025, a polícia de Roraima encontrou um cemitério clandestino na mata de Boa Vista, com ao menos nove corpos, a maioria venezuelanos. A testemunha que levou as autoridades ao local atuava como olheiro do Tren de Aragua (TDA) e afirmou estar sendo perseguida pela facção, que também teria sequestrado sua família.

A atuação do TDA já foi identificada em ao menos quatro municípios de Roraima. Origem da organização está ligada a uma prisão na Venezuela e ela atua em diversos países sul-americanos. Nos Estados Unidos, o grupo passou a ser classificado como organização terrorista estrangeira, junto a outras facções brasileiras.

A fronteira e o garimpo

Pacaraima funciona como porta de entrada e saída entre Brasil e Venezuela, com rotas clandestinas conhecidas como trochas. Armas desviadas de autoridades venezuelanas chegam com frequência a áreas de garimpo, segundo a polícia.

Especialistas apontam que a mineração ilegal financia grande parte das ações do TDA no Brasil. Em Las Claritas, na Venezuela, o grupo controla depósitos de ouro há mais de uma década, fortalecendo ligações com organizações brasileiras, como PCC e CV.

Impacto local e humanitário

Roraima abriga as células mais ativas do TDA no país, com envolvimento em tráfico de drogas, extorsão e exploração de migrantes. Há relatos de recrutamento de venezuelanas para trabalho sexual em garimpos, além de abusos em abrigos destinados a refugiados.

A imprensa local aponta que ações do TDA também incluem violência contra rivais e membros da própria facção, com corpos encontrados em áreas de mata ou terrenos baldios de Boa Vista. As investigações ressaltam a ligação entre o tráfico de armas, a mineração e o contrabando entre os dois países.

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