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Veto da UE à carne brasileira ocorreu por falha do ministério, afirma Caiado

Caiado acusa Ministério da Agricultura de falha burocrática que levou ao veto da UE às exportações de carne brasileira, com impacto de mais de R$ 9 bilhões

Pré-candidato participou de reunião na Delegação da UE tratou de barreiras sanitárias às exportações do agronegócio
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  • Ronaldo Caiado afirmou que o Ministério da Agricultura errou ao conduzir o processo burocrático para liberar as exportações de carne bovina para a União Europeia.
  • O veto da UE vale a partir de 3 de setembro, bloqueando as vendas brasileiras ao bloco.
  • A motivação é a ausência de garantias de que o país não utiliza antimicrobianos na criação de animais.
  • Caiado participou de reunião na Delegação da União Europeia em Brasília, com senadores e embaixadores, para pedir a revisão da posição europeia.
  • O impacto financeiro estimado é superior a R$ 9 bilhões; a UE é o segundo maior destino das carnes brasileiras, atrás da China.

O veto da União Europeia às exportações brasileiras de carne bovina foi alvo de críticas por parte do pré-candidato Ronaldo Caiado, que afirmou haver falha no processo burocrático do Ministério da Agricultura para liberar o comércio com o bloco. A medida impede vendas ao mercado europeu a partir de 3 de setembro.

Caiado, ex-governador de Goiás (PSD), participou de reunião na Delegação da União Europeia em Brasília. Também acompanharam o encontro senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. A pauta central foram as barreiras sanitárias e o impacto sobre o setor.

O veto decorre da exigência europeia de garantias de que não há uso de antimicrobianos para promoção de crescimento na criação de animais. A UE proíbe o uso desses fármacos com esse fim e também restringe medicamentos críticos para a saúde humana.

Os representantes brasileiros pediram moderação ao bloco e revisão das restrições. Em Brasília, Caiado defendeu uma visão internacional para evitar que problemas locais prejudiquem outros países. A posição foi reiterada no encontro com autoridades europeias.

A restrição europeia envolve o agronegócio brasileiro, com impacto direto estimado em mais de R$ 9 bilhões nas exportações. A União Europeia é o segundo maior destino das carnes brasileiras, ficando atrás apenas da China.

Além da carne bovina, a disputa envolve também questões sobre exportações de peixe, ovos e mel. Enquanto o veto permanece, Mercosul e outros parceiros seguiram autorizados a manter as exportações para a UE.

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