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Batistas do Sul dos EUA reconfirmam proibição ao pastorado feminino

Convenção Batista do Sul mantém proibição de mulheres no pastorado, com setenta e quatro vírgula seis por cento de apoio; nova votação em dois mil e vinte e sete

Delegados participam de votação durante a reunião anual da Convenção Batista do Sul (SBC), em Orlando, nos EUA. (Foto: Instagram/SBC Executive Committee)
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  • A Convenção Batista do Sul dos EUA aprovou avanço de emenda que proíbe mulheres de exercer cargos pastorais, com 74,6% dos delegados (mais de oito mil) votando a favor.
  • A mudança exige aprovação por dois terços em dois anos consecutivos para virar regra na constituição da denominação, com nova votação prevista para 2027.
  • A proposta, apresentada pelo teólogo Albert Mohler, determina que igrejas que nomeiem ou endossem uma mulher para pastora, presbítera ou supervisora, especialmente ao pregar, sejam excluídas da cooperação com a SBC.
  • A SBC já afastou igrejas com mulheres no ministério, como a Saddleback Church, gerando debate sobre o papel das mulheres na liderança batista.
  • Grupos a favor do ministério feminino criticaram a decisão; a Baptist Women in Ministry informou apoio às mulheres que ensinam e pregam a Bíblia, com outdoor em Orlando.

A Convenção Batista do Sul (SBC), a maior denominação protestante dos EUA, aprovou nesta quarta-feira mais um passo para restringir o pastorado feminino. A emenda constitucional foi aprovada durante a assembleia anual em Orlando, Flórida, com o apoio de 74,6% dos mais de 8 mil delegados. A medida reforça a proibição de mulheres em cargos pastorais e funções de pregação pastoral nas igrejas filiadas.

A proposta precisa de aprovação em dois anos consecutivos por maioria de dois terços para virar norma constitutiva. As tentativas anteriores, em 2000 e 2024, não atingiram esse patamar. Agora, para entrar oficialmente na Constituição da SBC, a emenda deve ser apreciada novamente na convenção de 2027.

Detalhes da emenda

O texto reserva o ofício pastoral aos homens, excluindo igrejas que afirme, nomeie ou endosse uma mulher para exercer cargo de pastora, presbítera ou supervisora, especialmente quando envolver pregação à congregação. O argumento é obter clareza constitucional sobre a cooperação entre igrejas filiadas e a denominação.

Contexto e repercussões

O debate interno sobre o papel das mulheres na liderança ganhou linguagem mais firme na SBC nos últimos anos. A decisão ocorre em meio a tensões com denominações que permitem ministérios femininos, além de casos como a exclusão de Saddleback Church em anos anteriores. Grupos favoráveis à participação feminina defenderam que a medida restringe o serviço das mulheres.

Perspectiva institucional

O teólogo Albert Mohler, presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, liderou a apresentação da emenda. Segundo ele, a mudança busca consistência para definir a cooperação entre igrejas e a convenção, mantendo a linha tradicional da denominação. Mohler já teve papel central na formulação da proibição original, de 2000.

Reações e panorama

Defensores da medida destacam que a decisão reforça a identidade da SBC. Críticos e defensores do ministério feminino questionam o impacto sobre a autonomia das igrejas locais e apontam que a SBC precisa dedicar esforços a outros desafios, como queda de membros e prevenção a abusos. A decisão tem impacto simbólico global, dada a influência da SBC no evangelicalismo mundial.

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