- O vice-primeiro-ministro chinês Zhang Guoqing participou, nesta quinta-feira, de uma videoconferência organizada pelo presidente francês Emmanuel Macron sobre desequilíbrios econômicos globais, dias antes da cúpula do G7 na França.
- A participação ocorreu em meio a esforços de Pequim para dialogar com Paris visando uma abordagem cooperativa antes de a União Europeia decidir se endurece a política comercial em relação à China.
- O G7 acontecerá de 15 a 17 de junho em Evian-les-Bains; após o encontro, líderes da UE se reunirão para tratar da China.
- A presença de Zhang na videoconferência é incomum e indica um engajamento da China com o G7, que normalmente não envolve o grupo em esse tipo de reunião.
- A China defende sua política industrial e rejeita subsídios estatais como vantagem, acusando, em contrapartida, outros países de violarem regras comerciais com tarifas unilaterais.
China participa de reunião liderada por Macron em rara aproximação antes do G7
Pequim e Paris anunciaram que o vice-primeiro-ministro chinês Zhang Guoqing participará, nesta quinta, de uma videoconferência organizada pelo presidente francês Emmanuel Macron sobre desequilíbrios econômicos globais. O encontro ocorre poucos dias antes da cúpula do G7 na França.
Macron sediará o encontro do G7 em Evian-les-Bains na próxima semana e busca manter diálogo com a China. A iniciativa ocorre em meio a sinais de maior abertura de Pequim para tratar da relação comercial com os países do bloco.
A conferência, chamada Convergência Global para o Crescimento, foi anunciada por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. A participação chinesa é vista como incomum em encontros do G7, que tradicionalmente reúnem potências ocidentais.
Contexto econômico
Há preocupação na União Europeia com o superávit comercial da China e com a ascensão de suas cadeias de valor, incluindo veículos elétricos e baterias. Analistas descrevem o cenário como um possível segundo choque chinês, após décadas de domínio em segmentos de baixo valor.
A China sustenta que sua política industrial não envolve subsídios que distorçam o comércio. Pequim afirma ainda que outros países violam regras do comércio global ao impor tarifas de forma unilateral.
A reunião do G7, de 15 a 17 de junho, terá a China em posição de destaque na agenda, com as negociações sobre como lidar com as exportações chinesas a preços baixos. Autoridades francesas ressaltam a busca por uma abordagem cooperativa.
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