- A diretoria indicada por Donald Trump no Kennedy Center pediu uma suspensão da decisão judicial que determinou a retirada do nome dele do local, com prazo até sexta-feira.
- O juiz Christopher Cooper havia decidido, em dezoito de maio, que o nome de Trump foi incluído de forma ilegal e que apenas o Congresso poderia alterar o nome, ordenando a remoção e proibindo renovações importantes previstas para começar em julho, por dois anos.
- Documentos e comunicações recentes indicam que o Kennedy Center passou a usar apenas “The John F Kennedy Center for the Performing Arts” ou “Kennedy Center” em assinaturas e materiais, e o site já omitiu o nome de Trump.
- O centro também anunciou que o edifício pode manter o nome apenas com intervenção legislativa, enquanto artistas cancelaram aparições e alguns membros da equipe renunciaram após o episódio.
O conselho escolhido por Donald Trump no Kennedy Center está tentando manter o nome do ex-presidente na fachada do centro de artes. A tentativa ocorre antes do prazo determinado pela Justiça para a remoção. A decisão ocorreu em reunião na quinta-feira.
O juiz federal Christopher Cooper havia determinado em 29 de maio que o nome de Trump foi incluído ilegalmente no Kennedy Center. Ele também ordenou que referências ao ex-presidente fossem retiradas até sexta-feira e bloqueou reformas previstas para o centro.
Segundo a ordem, apenas o Congresso pode alterar o nome do Kennedy Center. O tribunal ainda impede que o centro feche para uma renovação anunciada para começar em julho, com duração de dois anos.
Mudança de gestão e referências oficiais
O Kennedy Center já havia modificado materiais internos para refletir apenas “The John F Kennedy Center for the Performing Arts” ou apenas “Kennedy Center”. O site do centro também retirou o nome de Trump.
Um e-mail aos membros, com pacotes de ingressos para a cerimônia do 28 de junho do Mark Twain Award, foi enviado sem mencionar Trump. A gestão atual foi instalada após a saída de lideranças anteriores no início do segundo mandato de Trump.
A administração do centro incluiu uma pauta que reconhece o “compromisso com esta instituição” de Trump. A própria composição do conselho passou a contar com nomes alinhados à agenda do ex-presidente.
Repercussões no meio artístico
Durante o episódio, artistas anunciaram pull-outs, como Issa Rae, Bela Fleck e Louise Penny. Outros profissionais renunciaram a funções no centro, entre eles Ben Folds e Renée Fleming.
A saída de executivos também ocorreu: na semana, Jean Davidson deixou o Kennedy Center para liderar outro espaço de artes, em Los Angeles. As mudanças ocorreram em meio a tensão entre gestão e comunidade artística.
A defesa da permanência do nome enfrenta o prazo final para a remoção, com o próximo passo a ser definido pela instrumentos legais. O desfecho depende de decisões judiciais e da atuação do Congresso.
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