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Copa 2026: 27% dos países participantes estão em conflitos

Copa de 2026 tem treze seleções envolvidas em conflitos, direta ou indiretamente, ressaltando tensões globais e impactos logísticos

Imagem colorida mostra montagem com seleções da Copa do Mundo - Metrópoles
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  • 27% das 48 seleções da Copa do Mundo de 2026 estão envolvidas em conflitos armados, direta ou indiretamente.
  • Lista dos 13 países: Estados Unidos, México, Haiti, Irã, Jordânia, Catar, Arábia Saudita, Colômbia, Marrocos, Argélia, República Democrática do Congo, Iraque e Coreia do Sul.
  • No Oriente Médio, Estados Unidos e Irã seguem em conflito, com uma trégua frágil desde abril e ataques próximos ao início do Mundial; a FIFA mantém neutralidade.
  • México enfrenta violência interna ligada ao crime organizado; a morte de El Mencho aumentou tensões entre traficantes e autoridades; há também conflitos na Colômbia, Haiti e RDC.
  • Existem conflitos “adormecidos” entre Coreia do Sul e Coreia do Norte, e entre Marrocos e Argélia pelo Saara Ocidental, com a trégua de 1991 rompida em 2020.

A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, reúne 48 seleções. Dentre elas, 13 participam de conflitos armados de forma direta ou indireta, o que representa cerca de 27% do total.

A lista de equipes envolvidas inclui Estados Unidos, México, Haiti, Irã, Jordânia, Catar, Arábia Saudita, Colômbia, Marrocos, Argélia, República Democrática do Congo, Iraque e Coreia do Sul. As situações variam desde guerras abertas até violência ligada a grupos não estatais.

Oriente Médio e aliados

Os Estados Unidos, que estreiam contra o Paraguai, enfrentam tensões com o Irã, em um conflito que se manteve frágil após ataques entre fevereiro e abril deste ano. Ataques mútuos foram registrados próximos à abertura do Mundial.

A FIFA permanece neutra, sem retaliação associada à participação do Irã. Em 2022, a entidade já havia suspendido Rússia e seus clubes de competições internacionais, em contexto similar de sanções.

México e violência interna

O México vive conflito armado interno motivado principalmente pelo crime organizado. A morte de El Mencho, líder do CJNG, em fevereiro desencadeou confrontos entre traficantes e forças de segurança, com dezenas de mortes e destruição de estradas.

Outras nações envolvidas

Na Colômbia, disputas entre o governo e grupos guerrilheiros, como o ELN, coexistem com atuação de cartéis. No Haiti, facções criminosas dominam áreas da capital Porto Príncipe, contribuindo para uma das crises humanitárias mais graves da região.

RDC e o conflito esquecido

A República Democrática do Congo enfrenta violência no leste, com ações entre forças governamentais e rebeldes, como o M-23, que recebe alegações de apoio do governo de Ruanda. Um cessar-fogo mediado pelos EUA não se consolidou.

Guerras adormecidas e tensões históricas

Coreia do Sul permanece tecnicamente em guerra com a Coreia do Norte desde a década de 1950. Marrocos e Argélia mantêm um conflito antigo relacionado ao Saara Ocidental, com uma trégua quebrada em 2020, considerado hoje de baixa intensidade.

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