- O voo Air India 171, de Ahmedabad para Londres, caiu 32 segundos após a decolagem em 12 de junho de 2025, matando todos a bordo (230 passageiros e 10 tripulantes) e 19 pessoas em terra; o único sobrevivente foi Vishwash Kumar Ramesh.
- Entre os mortos estavam 169 indianos e 53 britânicos.
- A investigação fica a cargo do Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos da Índia (AAIB), conforme o Anexo 13 da Convenção de Aviação Civil Internacional; representantes credenciados, como o NTSB, também participam.
- O relatório preliminar mencionou que interruptores de corte de combustível foram acionados logo após a decolagem e sugeriu discussão entre dois pilotos, gerando controvérsia sobre possíveis causas e levantando debates entre suicídio e homicídio.
- Ainda não foram divulgadas as conclusões finais; diferentes teorias seguem em pauta, incluindo falha elétrica grave e funcionamento da turbina de energia de emergência, com atualização esperada pela AAIB nos próximos dias.
A investigação sobre o acidente do voo AI171 da Air India, que deixou mais de 250 mortos em Ahmedabad, enfrenta disputas sobre a causa. O acidente ocorreu pouco após a decolagem, em 12 de junho de 2025, no aeroporto Sardar Vallabhbhai Patel, em Ahmedabad, Índia. A aeronave, um Boeing 787-8, caiu poucos segundos após a decolagem, matando todos a bordo e 19 pessoas no solo.
O avião transportava 230 passageiros e 10 tripulantes, com 169 indianos e 53 britânicos. O comando ficou a cargo do comandante Sumeet Sabharwal, com o copiloto Clive Kunder. As primeiras imagens sugerem decolagem normal, seguida de uma perda de altitude repentina e uma explosão de fumaça.
O Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos da Índia (AAIB) conduz o inquérito, sob diretrizes do Anexo 13 da Convenção de Aviação Civil Internacional. Países credenciados, como o NTSB dos EUA, participam com especialistas da Boeing, GE Aerospace e FAA, para apoiar a apuração sem atribuir culpa.
O que envolve a investigação
Segundo o entendimento vigente, o objetivo central é a prevenção de novos acidentes, não a atribuição de responsabilidade. A Boeing, fabricante do 787, e a Air India enfrentam pressões públicas para esclarecer símbolos de segurança. A Air India é controlada pelo grupo Tata.
Relatórios preliminares sugeriram que interruptores de corte de combustível podem ter condicionado a perda de potência, levantando suspeitas sobre a atuação dos pilotos. Analistas divergentes discutem se houve erro humano ou falha elétrica complexa.
Teorias em discussão
Especialistas apontam que uma falha elétrica poderia fazer o sistema central da aeronave reiniciar logo após a decolagem, levando ao desligamento do combustível. Outros entendem que a aeronave poderia ter registrado comandos de corte que não correspondem a ações físicas.
Advogados de familiares das vítimas contestam a conclusão, destacando timing da unidade de energia de emergência RAT, que possa ter sido acionada antes do esperado. Testes de simulador indicam discrepâncias entre o tempo de acionamento da RAT e as afirmações oficiais.
Controvérsia e perspectivas
Críticos destacam que investigações em grande escala costumam enfrentar pressões externas e possíveis impactos comerciais. A OACI prepara mudanças para aumentar transparência, com regras que entram em vigor em 2028, mas divergências persistem entre especialistas.
As conclusões finais do inquérito ainda não foram divulgadas. A AAIB tem prazo para publicar um relatório final dentro de 12 meses, quando possível, ou, caso não seja viável, um relatório provisório no aniversário do acidente.
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