- EUA avaliam investimento japonês de até US$ quarenta bilhões em SMRs (reatores modulares) fabricados pela GE Vernova e Hitachi, via Fundo de Investimento Japonês na América.
- Também está em estudo um aporte japonês de US$ vinte e cinco bilhões na NuScale Power, com potencial soma superior a US$ 62,3 bilhões para ampliar a energia nuclear nos EUA.
- O objetivo é transformar os Estados Unidos em líder global na exportação de tecnologia nuclear, começando pela construção de usinas no Tennessee.
- O governo de Donald Trump iniciou procedimentos de aprovação para SMRs, com meta de elevar a capacidade nuclear de 100 gigawatts para 400 gigawatts até 2050 e adicionar mais dez grandes reatores até 2030.
- O Japão expressou preocupação com responsabilidade em caso de acidente; autoridades americanas asseguram que os reatores seriam americanos, sem envolver o Japão.
Os Estados Unidos estudam usar parte de um investimento japonês de até US$ 550 bilhões para financiar a construção e expansão de usinas nucleares. A ideia é posicionar Washington como líder na exportação global do setor, segundo o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, em entrevista ao Nikkei Asia.
As negociações, realizadas entre Lutnick e Ryosei Akazawa, ministro japonês da Economia, Comércio e Indústria, visam aprovar um aporte de até US$ 40 bilhões em pequenos reatores modulares (SMRs) desenvolvidos pela GE Vernova e Hitachi, ainda em estudo. Também pode entrar um investimento de US$ 25 bilhões na NuScale Power, empresa norte‑americana de SMRs.
Segundo autoridades japonesas, o montante total em projetos de energia nuclear nos Estados Unidos pode superar 10 trilhões de ienes (cerca de US$ 62,3 bilhões). O primeiro projeto potencial ficaria no Tennessee, com o governo Trump já iniciando etapas de aprovação para os SMRs.
Contexto e objetivos
Com o crescimento da indústria manufatureira americana, incluindo semicondutores, cresce a necessidade de energia confiável. O acordo proposto envolve o uso do Fundo de Investimento Japonês na América para financiar usinas nucleares, fortalecendo o relacionamento entre os dois países e a cadeia de suprimentos doméstica de tecnologia nuclear.
A produção de energia nuclear nos EUA tem ficado estagnada desde o acidente de Three Mile Island (1979). O reator Vogtle Unidade 3, na Geórgia, tornou‑se o primeiro em operação comercial em 34 anos, em 2023, entre mais de 90 reatores ativos no país.
A iniciativa busca ampliar a capacidade nuclear de 100 GW para 400 GW até 2050, com planos de adicionar 10 grandes reatores até 2030, incluindo o AP1000 da Westinghouse. A demanda de eletricidade cresce, impulsionada pela expansão da inteligência artificial e pela demanda de data centers.
Cenário internacional e riscos
Entre os SMRs, a produção em massa em fábricas facilita instalação próxima a centros de consumo. Contudo, o custo da unidade inicial permanece um obstáculo. A publicação aponta que países como China e Canadá já avançam com projetos em construção, enquanto reguladores japoneses avaliam o vigor da regulamentação para SMRs.
Alguns membros da diplomacia enfatizam que os reatores seriam ativos norte‑americanos, com responsabilidade não atribuída ao Japão. Ainda não houve assinatura de acordo final, com revisão de detalhes para assegurar conforto japonês. O investimento japonês, caso aprovado, entraria em novas rodadas de projetos.
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