- França realizou por videoconferência o encontro do G7 com países convidados, incluindo Brasil e China, para tratar de desequilíbrios da economia global, como preparação para a cúpula de 15 a 17 de junho em Évian-les-Bains.
- O presidente Emmanuel Macron abriu a reunião ressaltando a necessidade de coordenar políticas para evitar ajustes econômicos e financeiros abruptos.
- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representou o presidente Lula no encontro, que ocorreu dias antes da cúpula do G7.
- A China defendeu sua política industrial e rejeitou acusações de subsídios injustos, afirmando que tarifas unilaterais de outros países prejudicam o comércio.
- Em defesa de seus interesses, houve preocupação europeia com o superávit chinês e a ascensão na cadeia de valor, especialmente em veículos elétricos e baterias.
O presidente da França, Emmanuel Macron, liderou nesta quinta-feira uma videoconferência do G7 com países convidados, incluindo Brasil e China, para debater desequilíbrios da economia global. O encontro virtual faz parte da preparação para a cúpula de 15 a 17 de junho em Évian-les-Bains, na França.
Segundo o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, substituiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião. Lula deve comparecer presencialmente à cúpula na França. A videoconferência recebeu também a participação do vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Guoqing.
A reunião foi batizada de Convergência Global para o Crescimento e buscou alinhavar respostas a riscos de ajustes abruptos na economia mundial. Macron apontou a necessidade de coordenação entre as grandes economias para evitar turbulências.
Na agenda, observou-se preocupação com o superávit comercial da China e a crescente participação do país em cadeias de valor, incluindo veículos elétricos e baterias de íon-lítio, que afetam fabricantes europeus. Mogem evidenciaram a importância de regras de comércio estáveis.
A China defendeu sua política industrial e negou subsídios que distorcem o comércio, segundo relatos oficiais. Pequim argumentou que medidas unilaterais de tarifas por outras nações prejudicam o equilíbrio do comércio global.
Participação de Brasil e China
O encontro mostrou o envolvimento de Brasil e China na preparação da cúpula do G7, com o apoio diplomático de estados não membros. A pauta incluiu estabilidade econômica global e cooperação multilateral para evitar choques sistêmicos.
Desdobramentos esperados
A cúpula de Évian-les-Bains deverá ampliar discussões sobre comércio, investimento e coordenação macroeconômica. A reunião entre líderes visa facilitar compromissos que estabilizem o crescimento global para os próximos anos.
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