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Irã ameaça tratar empresas de Musk no Oriente Médio como alvos

Teerã classifica ativos econômicos ligados a Elon Musk na Ásia Ocidental como alvos militares, incluindo a Starlink, em meio à escalada com os EUA

Elon Musk gesticula ao sair após participar de uma cerimônia de boas-vindas ao presidente dos EUA, Donald Trump, com a presença do presidente chinês, Xi Jinping, no Grande Salão do Povo, em Pequim, China, em 14 de maio de 2026.
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  • O Irã ameaçou tratar empresas ligadas a Elon Musk no Oriente Médio como alvos militares, incluindo a estação terrestre da rede Starlink.
  • A ameaça foi divulgada pela agência estatal Fars, citando uma fonte informada sobre o tema.
  • Teerã afirma que negócios associados a Musk apoiaram ações dos Estados Unidos contra o Irã.
  • A Guarda Revolucionária já havia elevado o tom contra outras empresas americanas de tecnologia, como Nvidia, Apple, Microsoft e Google.
  • A tensão ocorre em meio ao acirramento entre EUA e Irã, com Trump prometendo novos bombardeios e interesse em assumir o controle da Ilha de Kharg, principal terminal de petróleo do país.

O Irã ameaçou atacar empresas ligadas ao bilionário Elon Musk no Oriente Médio, incluindo a rede de internet via satélite Starlink, à medida que aumenta o confronto com os Estados Unidos. A informação foi veiculada pela agência estatal Fars nesta quinta-feira (11). A notícia cita uma fonte informada segundo a qual Teerã acredita que empresas associadas a Musk apoiaram ações americanas contra a República Islâmica.

De acordo com a Fars, o governo iraniano passará a tratar como alvos militares todos os interesses ligados a ativos econômicos administrados por Musk na região da Ásia Ocidental. Entre esses alvos estaria uma estação terrestre regional do Starlink. A autoridade iraniana afirma ainda que se reserva o direito de atingir instalações ligadas aos negócios do empresário na área.

A agência estatal citado aponta que, segundo a mesma fonte, os Estados Unidos teriam cometido crimes de guerra com apoio de empresas ligadas a Musk. O relato ocorre em meio a um novo momento de hostilidades entre Washington e Teerã, com escaladas both políticas e militares.

Contexto das tensões

A Guarda Revolucionária do Irã já havia elevado o tom contra empresas americanas de tecnologia, incluindo Nvidia, Apple, Microsoft e Google, em episódios anteriores de tensão entre os dois países. A pressão ocorre em meio a uma série de ataques e retaliações atribuídas a ambos os lados nos últimos dias.

Nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mencionar a possibilidade de novos bombardeios contra o Irã e afirmou que os EUA pretendem assumir o controle de uma infraestrutura estratégica, sem detalhar quais sistemas. A escalada envolve reações de retaliação iranianas contra alvos regionais.

Antes, a troca de ataques teve início após Trump acusar Teerã de derrubar um helicóptero do Exército americano no Estreito de Ormuz. Em resposta, os Estados Unidos realizaram ataques, seguidos por contra-ataques iranianos. Washington também informou novos bombardeios na região, com repostas iranianas que atingiram Kuwait, Bahrein e Jordânia.

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