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Irã fecha Estreito de Ormuz até para aliados após ataques dos EUA

Após ataques dos Estados Unidos, Irã fecha totalmente o Estreito de Ormuz até nova ordem, interrompendo passagem de navios e agravando o impacto no petróleo mundial

Estreito de Ormuz. - (Majid Saeedi/Getty Images)
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  • A nova Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico informou que o tráfego pelo Estreito de Ormuz está completamente bloqueado até nova ordem, após ataques dos Estados Unidos.
  • O estreito, passagem de cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo, já era fortemente controlado pelo Irã desde o início da guerra com os EUA e Israel.
  • O Ministério das Relações Exteriores disse que o cessar-fogo com Washington, em vigor desde 8 de abril, perdeu quase todo o sentido diante dos ataques recentes.
  • Reações internacionais: Paquistão pediu solução negociada; a China pediu interrupção das operações militares e retorno ao diálogo; na Jordânia, mísseis iranianos foram interceptados perto de uma base americana.
  • Três marinheiros indianos morreram após o petroleiro atacado pelos Estados Unidos na costa de Omã, segundo o ministro da Marinha Mercante da Índia; o navio teria sido atingido durante operações ligadas ao bloqueio iraniano.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico informou nesta quinta-feira 11 que o tráfego no Estreito de Ormuz está totalmente bloqueado até nova ordem. A medida foi tomada após os ataques mais recentes dos Estados Unidos, em meio a um cessar-fogo frágil entre as partes. O anúncio ocorreu na sequência de tensões na região.

O Irã, que já mantém a passagem sob forte controle desde o início do conflito com EUA e Israel, comunicou que o estreito permanecerá fechado. A Guarda Revolucionária Islâmica havia sinalizado o fechamento no dia anterior, agravando a situação geopolítica na região.

A nota da autoridade iraniana citou “agressão” de forças americanas como motivo para o fechamento e afirmou que o cessar-fogo vigente não faz mais sentido diante dos acontecimentos. Procuradores iranianos destacaram violações à Carta das Nações Unidas como justificativa para a medida.

Reações internacionais e desdobramentos

Paquistão, mediador na região, lamentou a escalada e pediu solução negociada, enfatizando a diplomacia. A China pediu interrupção de operações militares e retorno ao diálogo, com busca por um cessar-fogo abrangente.

Na Jordânia, a defesa aérea afirmou ter interceptado e derrubado vinte mísseis lançados do Irã contra a base americana em Azraq, 80 km ao leste de Amã. Não houve relatos de vítimas ou danos, segundo o Exército jordaniano.

Ataques recentes e terremoto humanitário

Uma nova onda de ataques dos EUA atingiu alvos no sul do Irã e proximidades da capital, incluindo Karaj, Nazarabad e Pishva, segundo a Guarda Revolucionária. Em resposta, o Irã manteve o tom de retaliação, reiterando que o cessar-fogo é inadequado diante das ações americanas.

Do lado econômico, o estreito continua a ser uma rota crítica, responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente. Com o bloqueio, a disponibilidade de passagem pode sofrer alterações, impactando mercados globais.

Incidente no mar e mortes de mariners

Enquanto o estreito permanece fechado, o ataque a um petroleiro perto de Omã resultou na morte de três marinheiros indianos, segundo o ministro da Marinha Mercante da Índia. O incidente envolveu o navio M/T Settebello, que segundo autoridades dos EUA, violava o bloqueio portuário iraniano.

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