- Mais de oitenta membros da Câmara dos Representantes, incluindo republicanos e democratas, pediram ao secretário de Estado, Marco Rubio, que reconsidere planos de enviar 1.100 afegãos que trabalhavam com as forças americanas para países terceiros considerados inseguros, como a República Democrática do Congo (RDC).
- Os afegãos estão atualmente retidos no Qatar, aguardando realocação, após anos de espera desde a retirada dos EUA de Cabul.
- A carta ressalta que os afegãos prestaram serviço essencial às forças americanas, atuando como interpretes, contratados e pessoal de segurança.
- O governo americano já havia cogitado enviar os afegãos para a RDC, tema que voltou à tona em meio a questionamentos sobre triagem e segurança nacional.
- Os integrantes da delegação defendem que alguns desses afegãos sejam considerados para entrada nos Estados Unidos, em vez de reposição em outros países.
Mais de 80 membros da Câmara dos Deputados dos EUA solicitaram, nesta quinta-feira, que a administração de Trump revogue planos de enviar a terceiros países Afegãos que trabalharam com as forças americanas no conflito. A carta foi obtida pela Reuters.
Segundo os signatários, aproximadamente 1.100 Afegãos estariam barrados em Qatar, aguardando realocação, e poderiam ser mandados para territórios considerados inseguros. O grupo argumenta que manter a promessa de proteger quem atuou ao lado dos EUA é uma obrigação moral e de segurança nacional.
A demanda foi apresentada ao secretário de Estado, Marco Rubio, com base em relatos de que o governo avalia transferir os Afegãos para a República Democrática do Congo. A proposta surge num contexto de mudanças na política de asilo para Afegãos que ajudaram as forças americanas.
O contexto recente inclui uma ofensiva de Washington sobre a assistência aos Afegãos desde a retirada militar de Kabul, em 2021. Mais cedo, o governo federal enfrentou críticas sobre o processo de verificação de refugiados de origem afegã. As discussões envolvendo a possível realocação ocorrem mesmo com questionamentos sobre a viabilidade de reassentamento seguro.
O grupo destaca o papel dos Afegãos na cooperação com forças dos EUA, atuando como intérpretes, contratados e membros de equipes de segurança. A carta sugere ainda que alguns possam ser avaliados para entrada nos EUA, conforme a necessidade de proteção humana.
A situação no Qatar permanece sem resolução, com indicativos de que as negociações com múltiplos países seguem em andamento para encontrar destinos alternativos para os beneficiários do programa. A atenção pública se voltou para a manutenção de compromissos humanitários e a avaliação de riscos de cada opção.
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