- A Suíça, com cerca de 9,1 milhões de habitantes, vota no domingo para saber se deve limitar a população a 10 milhões.
- A aprovação poderia alterar a economia e a composição demográfica do país nas próximas décadas.
- Um estudo da Demografik mostrou que, ao atingir o teto de 10 milhões em cerca de quinze anos, o governo precisaria agir para reduzir a população, com impactos relevantes na sociedade e nas relações com a Europa.
- Entre os impactos previstos, estaria o fim da maior parte da imigração, o que poderia gerar déficits de mão de obra em setores críticos e em regiões de fronteira.
- A medida também poderia acelerar o envelhecimento da população e diminuir o fluxo de trabalhadores qualificados, afetando áreas como saúde, tecnologia e indústria farmacêutica.
A Suíça pode ver o seu gasto populacional ser limitado a 10 milhões de habitantes. Hoje, cerca de 9,1 milhões vivem no país. No domingo, os suíços vão às urnas para decidir se adotam medidas para impor esse teto. A decisão pode influenciar a economia e a estrutura demográfica por décadas.
Caso aprovada, a iniciativa exigir o recuo da população após alcançar o teto, com medidas de contenção em vigor. O pleito mobiliza diferentes setores, especialmente o mercado de trabalho, que depende fortemente de trabalhadores estrangeiros. A proposta é defendida pela Swiss People’s Party (SVP), de direita.
O governo suíço, de sete integrantes, incluindo dois representantes da SVP, é contrário à medida. O Executivo encomendou à Demografik um estudo sobre impactos de um plateau populacional, simulando 15 anos até alcançar 10 milhões e medidas subsequentes para reduzi-la.
O relatório aponta efeitos significativos na sociedade e na economia, bem como na relação com as vizinhas na Europa. Os defensores afirmam que a maior parte dos migrantes não ocupa empregos de alta demanda ou especialização.
Efeitos previstos
A pesquisa sustenta que, ao superar o teto, entrariam em vigor mecanismos para reduzir a população. Entre os impactos, destacam-se alterações no mercado de trabalho, com efeitos potencialmente severos na produtividade e na inovação do país.
Além disso, o estudo alerta para o risco de piora no equilíbrio entre setores, especialmente em áreas com alta dependência de mão de obra qualificada, como farmacêutica e tecnologia da informação. O esvaziamento de talentos pode afetar regiões de fronteira e empresas.
A perda de profissionais treinados poderia criar lacunas em postos que exigem formação avançada, dificultando o atendimento de setores críticos como saúde e educação. Mesmo empregos de atendimento, hospitalidade e pesquisa podem ser impactados pela ausência de migração qualificada.
Especialistas ouvidos no estudo destacam que a redução de profissionais experientes pode agravar a pressão sobre uma população já envelhecida, complicando a reposição de vagas com a aposentadoria em ascensão. O autor principal do relatório descreve a situação como potencialmente grave.
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