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Lula atuará com França e Japão no G-7; Trump e UE permanecem incertos

Lula participa do G‑7 com encontros previstos com Macron e Sanae Takaichi; contato com EUA e UE permanece incerto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EVARISTO SA/AFP
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  • Lula participa da cúpula do G-7 em Évian-les-Bains, França, de 15 a 17 de junho, como convidado e sem participação nas negociações finais.
  • Estão previstos encontros bilaterais com Emmanuel Macron e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; encontro com Donald Trump ou Ursula von der Leyen permanece incerto.
  • O governo brasileiro tenta conter um possível tarifaço dos EUA contra o Brasil e busca impedir o veto europeu à carne brasileira; contatos com os EUA podem ocorrer durante a cúpula, ainda sem confirmação de bilateral.
  • Entre os temas prioritários para o Brasil estão minerais críticos e proteção de menores, conforme avaliação do governo.
  • Serão submetidos a debate sete documentos sobre parcerias internacionais, crescimento econômico, proteção online de menores, combate ao narcotráfico, câncer, contrabando de migrantes e minerais críticos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, a partir de terça-feira, 16, da reunião do G-7 em Évian-les-Bains, França. O encontro ocorre entre 15 e 17 de junho, com Lula em função de convidado. O país não assina documentos finais, mas participa de debates e aponta temas.

Lula deve manter encontros bilaterais com o anfitrião Emmanuel Macron e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Ainda não há confirmação de reuniões com Donald Trump ou com Ursula von der Leyen. Os contatos diplomáticos seguem para definir agendas.

O governo busca evitar a imposição de tarifas extras pelos EUA sobre produtos brasileiros. O USTR propôs tarifas de 25% sobre várias exportações e 12,5% adicionais por uso de mão de obra com suspeita de trabalho forçado. A possibilidade de uma reunião bilateral permanece incerta.

Cúpula e agenda do Brasil

O encontro do G-7 terá, nesse ano, participação de convidados como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. As sessões abertas aos convidados acontecem nos dias 16 e 17, com foco em parcerias internacionais e desenvolvimento econômico.

Entre os documentos em negociação aparecem temas como proteção de menores online, combate ao narcotráfico, desenvolvimento sustentável, minerais críticos e governança global. O Brasil tem interesse especial em minerais críticos e agregação de valor local.

O governo brasileiro também avalia estratégias para contestar o veto europeu à carne bovina e a exportação de produtos de origem animal. A Embaixada e o Itamaraty sinalizam abertura para diálogo, evitando confrontos, e buscando soluções técnicas.

Resumo: Lula participa da cúpula do G-7 como convidado, com encontros previstos com Macron e Takaichi. A possibilidade de reuniões com Trump ou von der Leyen permanece incerta, enquanto o Brasil atua para evitar novas tarifas e buscar avanços em temas de interesse bilateral e multilateral.

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