- O ministro da Defesa britânico, John Healey, pediu demissão nesta quinta-feira, 11, citando discordâncias com o governo sobre o peso dos gastos militares no novo plano orçamentário.
- Healey afirmou, em carta ao premiê Keir Starmer, que o orçamento ficou muito aquém do necessário para a defesa neste momento de crescentes ameaças, e que o cálculo dos custos já havia sido feito em janeiro.
- Ele disse ter tido acesso apenas na segunda-feira à versão final do Plano de Investimento em Defesa (DIP) e que o valor não atende às necessidades.
- O ministro destacou que o imperativo de acelerar a prontidão para o combate foi ignorado, e que o DIP prevê gastos militares aumentando para apenas 2,68% do Produto Interno Bruto em 2030.
- A renúncia representa a quinta baixa no gabinete do primeiro-ministro Keir Starmer, que enfrenta pedidos de saída dentro e fora de sua base após a derrota do Partido Trabalhista nas eleições locais.
O ministro da Defesa britânico, John Healey, entregou seu cargo nesta quinta-feira, 11, citando discordâncias com o governo sobre os gastos militares no novo plano orçamentário, considerado insuficiente para o momento. Healey afirma que o DIP não atende às necessidades da defesa e do país.
Ele relatou ter conhecido a valor final do plano apenas na tarde de segunda-feira e disse que o orçamento fica abaixo do que é essencial para enfrentar ameaças crescentes. O texto aponta que o custo foi calculado em janeiro, mas não houve compromisso suficiente por parte do Tesouro.
Healey ressalta que o país precisa ampliar a prontidão para o combate e acusa o governo de ignorar esse imperativo. Segundo o plano, os gastos militares devem subir para 2,68% do PIB em 2030, segundo o ministro.
Contexto político
A renúncia eleva para a quinta baixa no gabinete do primeiro-ministro Keir Starmer, sob pressão por pedidos de renúncia dentro e fora de sua base desde a derrota em eleições locais.
Healey concluiu a carta afirmando que não poderia aceitar um DIP que não garanta recursos às Forças Armadas, e decidiu entregar o cargo de secretário de Defesa. O premiê ainda não comentou publicamente sobre a demissão.
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