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ONG diz que 10 milhões de cães são abatidos anualmente na China

Fechamento de matadouro que já abateu mais de quinze mil pets reacende debate sobre carne de cachorro na China, com ênfase em transição apoiada a comerciantes

Pets costumam ser amontoados em gaiolas e transportados por horas até matadouros
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  • A Humane World for Animals estima que cerca de 10 milhões de cães e 4 milhões de gatos são mortos anualmente na China para consumo de carne.
  • Um matadouro de cães, que já abateu mais de 15 mil animais, fechou as instalações no último domingo, perto do festival de Yulin.
  • O dono do local atuava há quase 20 anos e fornecia animais a restaurantes e mercados que participavam do festival.
  • A organização classifica o fechamento como uma conquista monumental e que pode indicar uma mudança de modelo, com apoio aos profissionais na transição.
  • A ONG ressalta que parte do comércio envolve crimes como roubo de animais, e que o caso pode abrir caminho para desmantelar o comércio com cooperação entre comerciantes e autoridades.

O fechamento de um matadouro de cães no sul da China reacendeu o debate sobre o consumo de carne de cachorro, próximo ao festival de Yulin. O local, que já abateu mais de 15 mil animais, encerrou as atividades no último domingo. Os clientes incluíam restaurantes e mercados da região.

Segundo a Humane World for Animals, cerca de 10 milhões de cães e 4 milhões de gatos são mortos anualmente na China para consumo. A organização aponta que grande parte do comércio envolve atividades criminosas, como roubo de animais de estimação e sequestro de animais de rua.

Os animais costumam ser transportados em gaiolas por longas horas, com risco de desidratação, ferimentos, sufocamento e insolação durante o trajeto. A ONG aponta que o fechamento do matadouro pode significar avanços na forma de lidar com o abate de pets no país.

Desdobramentos

O proprietário do matadouro foi quem decidiu encerrar as operações, com apoio de ativistas. A medida gerou expectativa de apoio para a transição para um novo modelo de negócio na região de Yulin, segundo a organização.

A instituição argumenta que a cooperação entre comerciantes e autoridades mostra que é possível desmantelar o comércio com assistência na reorientação, em vez de enfrentamento. A decisão pode servir de referência para casos semelhantes no futuro.

O caso foi destacado pela ONG como uma “conquista monumental” e pode inspirar políticas locais com foco na transição para alternativas ao abate de cães. A organização reforça a importância de continuidade de apoio a negócios que optem por mudanças desse tipo.

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